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Copa do Mundo 2026: conheça os 16 estádios e as curiosidades por trás dos palcos do Mundial

Do estádio mais caro do mundo ao palco da final marcado por alertas climáticos: confira o raio-x completo das arenas que receberão os 104 jogos no Canadá, Estados Unidos e México

Por Igor Fonseca

Estádio Monterrey — Copa do Mundo 2026: conheça os 16 estádios e as curiosidades por trás dos palcos do Mundial

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com três sedes — realizada no Canadá, Estados Unidos e México. Além disso, também é a maior edição do torneio, com 48 seleções participantes.

Para receber os 104 jogos durante os 39 dias de competição, que começa em 11 de junho e tem final marcada para 19 de julho, a FIFA escolheu 16 estádios, o maior número desde a Copa de 2002, realizada no Japão e Coreia do Sul, com 20.

A Copa da América do Norte, no entanto, é marcada pelas particularidades dos palcos que receberão os craques dos 48 países.

MÉXICO

No México, a curiosidade fica pelos estádios clássicos. O Azteca, situado na Cidade do México, será o primeiro da história a receber três mundiais.

Lendas como Pelé e Diego Maradona não só desfilaram no gramado do lendário estádio nas finais das Copas de 1970 e 1986, como também se sagraram campeões mundiais no Azteca.

Com capacidade atual de 83 mil pessoas, ele será o palco da abertura da Copa, sediando o jogo entre uma das anfitriãs, o México, e a África do Sul — que retonra ao Mundial pela primeira vez desde 2010.

O Estádio Monterrey é mundialmente famoso por sua localização, aos pés do Cerro de la Silla, uma montanha que é o principal símbolo geográfico da cidade de Monterrey. A área sul é mais baixa, permitindo que quem esteja em outros setores do estádio tenha uma vista panorâmica da paisagem.

Construído em um terreno elevado e com um design semelhante ao de um coliseu, o Estádio Guadalajara é uma das arenas mais marcantes que receberão os jogos da Copa de 2026. Inaugurado em 2010, ele é a casa do tradicional Chivas Guadalajara.

ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos possuem, de longe, os estádios mais tecnológicos que irão receber partidas do Mundial. Ao todo, 11 arenas serão palco de jogos durante a Copa.

As cidades-sede são: Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia, São Francisco e Seattle.

Um dos destaques que impressiona é o Miami Stadium (Hard Rock Stadium), na Flórida. Além de ser a casa do Inter Miami, do astro Lionel Messi, ele é palco da corrida da Fórmula 1. As corridas acontecem em um circuito de rua temporário ao redor da arena, usando as áreas de estacionamento e as vias privadas do complexo.

As curiosidades impressionantes não param por aí. A Copa também terá jogos no estádio mais caro do mundo, o SoFi Stadium, em Los Angeles — casa do Los Angeles Rams e do Los Angeles Chargers.

A arena custou cerca de R$ 25 bilhões e possui uma estrutura de cair o queixo. O grande destaque é o 'telão infinito' de dupla face: com qualidade 4K e formato oval, o equipamento percorre toda a extensão do teto e pesa mais de mil toneladas.

O estádio que mais receberá partidas do torneio é o de Dallas, no Texas (AT&T Stadium). A arena, que custou cerca de R$ 6 bilhões e é a casa do time local, o Dallas Cowboys, será palco de nove partidas na Copa.

Para fugir do verão escaldante, a estrutura conta com um teto retrátil e pode ser totalmente fechada, ativando o sistema de climatização interna. A medida é essencial no Texas, onde as temperaturas ultrapassam a casa dos 35°C, chegando a atingir 40ºC nos meses de junho e julho.

Outros dois estádios que contam com teto retrátil devido ao calor são o Estádio Houston (NRG Stadium, também no Texas) e o de Atlanta (Mercedes-Benz Stadium). A diferença da arena de Atlanta é a forma como é realizado o fechamento da cobertura, em um movimento circular que lembra a lente de uma câmera fotográfica.

. Além disso, cerca de 85% da água utilizada na operação do estádio vem de um sistema de reciclagem municipal, devido às secas históricas da Califórnia.

Conhecido pela atmosfera ensurdecedora que já superou os 137 decibéis, o Estádio de Seattle (Lumen Field) enfrenta uma corrida contra o tempo para se adequar às exigências da FIFA. A arena conta com um gramado sintético e precisará passar por uma transição completa para a grama natural.

O estádio de Boston (Gillette Stadium) é um dos mais tradicionais dos Estados Unidos e casa do New England Patriots, da NFL. Para a Copa do Mundo, a arena está passando por reformas profundas de infraestrutura para se adequar ao padrão Fifa.

Na Filadélfia, o Lincoln Financial Field, casa do Philadelphia Eagles, fica em uma das cidades mais emblemáticas da independência dos Estados Unidos. Ele é conhecido pelo seu design imponente e por ser um dos estádios que mais utiliza energia renovável na NFL.

CANADÁ

No Canadá, os estádios escolhidos estão situados nas duas maiores cidades do país e também trazem desafios de infraestrutura.

O BC Place, em Vancouver, possui, assim como outros estádios dos Estados Unidos, um teto retrátil. A arena também terá que substituir seu tradicional gramado sintético por grama natural para atender às exigências do Mundial.

Já em Toronto, o palco será o BMO Field, o menor estádio a receber partidas desta Copa. A arena passará por uma grande expansão com a instalação de arquibancadas temporárias para aumentar sua capacidade. Casa do Toronto FC, o estádio é conhecido por sua atmosfera intimista e por estar localizado à beira do Lago Ontário.