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Com tradição em Copa do Mundo, pernambucanos devem ficar fora pela 3ª vez consecutiva

Em duas semanas, vamos conhecer os 26 jogadores escolhidos pelo técnico Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira na Copa de 2026

Por Marcos Leandro

Rivaldo contra a Holanda durante a Copa de 1998

Em duas semanas, vamos conhecer os 26 jogadores escolhidos pelo técnico Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. A lista final do treinador italiano será anunciada em evento especial marcado para o dia 18 de maio. E a tendência é que mais uma vez a relação não tenha atletas nascidos em Pernambuco, repetindo o que aconteceu nas escolhas de Tite para as Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

 

 

Três pernambucanos foram chamados nesse conturbado ciclo do Brasil para a Copa de 2026, que teve os técnicos Ramón Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti. Mas correm bem por fora. O meio-campista Joelinton, revelado pelo Sport e que veste a camisa do Newcastle; o lateral-esquerdo Luciano Juba, outro que surgiu na Ilha do Retiro e hoje brilha no Bahia; e o atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro.

Como a tendência é que nenhum deles esteja na lista final, a ligação do futebol pernambucano com o Mundial deve ser o lateral-esquerdo Douglas Santos, paraibano e revelado pelo Náutico. Hoje ele defende o Zenit (RUS) e vem sendo constantemente chamado, inclusive fazendo alguns jogos como titular da posição. E foi bem seguro.

Se confirmada, a ausência de jogadores nascidos no estado pela 3ª Copa seguida contrasta com a grande tradição de pernambucanos com sucesso com a camisa verde-amarela: Ademir Menezes (1950), Vavá (1958 e 1962), Zequinha (1962), Rildo (1966), Manga (1966), Ricardo Rocha (1990 e 1994), Rivaldo (1998 e 2002), Juninho Pernambucano (2006), Josué (2010) e Hernandes (2014).

 

 

CAMPEÕES

Dos dez atletas, quatro foram campeões. O primeiro deles foi o atacante Vavá, o “Peito de Aço”. Revelado pelo Sport, Edvaldo Izídio Neto foi um dos protagonistas do bicampeonato conquistado pelo Brasil em 1958, na Suécia, e em 1962, no Chile. Nos gramados suecos, Vavá fez cinco gols, sendo dois na final contra os donos da casa, vencida pela Canarinho por 5 a 2. Quatro anos depois, nos campos chilenos, repetiu a dose: mais quatro bolas na rede, inclusive um na decisão – triunfo por 3 a 1 ante a Tchecoslováquia. Foi o primeiro jogador a marcar gols em duas finais de Copa do Mundo consecutivas. A Copa de 1962 também teve a presença de Zequinha, meio-campista revelado pelo Santa Cruz, que fez parte do grupo, mas não chegou a disputar nenhuma partida.

No tricampeonato obtido em 1970 no México, não tivemos pernambucanos. Já no tetra, em 1994, nos Estados Unidos, Ricardo Rocha (revelado pelo Santa Cruz) marcou presença. O xerife começou a Copa como titular da equipe de Carlos Alberto Parreira, mas sofreu uma lesão na estreia, na vitória por 2 a 0 sobre a Rússia. E a partir daí teve um papel fundamental nos bastidores, com grande influência motivacional sobre o elenco. Ricardo já tinha disputado a Copa de 1990, na Itália.

Já o penta, em 2002, teve assinatura de Rivaldo. O meia-atacante que começou a carreira no Santa Cruz, fez cinco gols no Mundial da Coreia do Sul/Japão. Ao lado de Ronaldo Fenômeno, Rivaldo foi protagonista, com cinco gols marcados. Um dos principais foi o primeiro contra a Bélgica, nas oitavas de final – vitória por 2 a 0. Outro gol fundamental de Rivaldo foi o primeiro nas quartas de final contra a Inglaterra, na virada por 2 a 1.

Pernambucanos que disputaram Copa do Mundo

– Ademir Menezes (1950) – 6 jogos e 9 gols (artilheiro)
– Vavá (1958/1962) – 10 jogos e 9 gols (bicampeão)
– Zequinha (1962) – nenhum jogo (campeão)
– Rildo (1966) – 1 jogo e 1 gol
– Manga (1966) – 1 jogo (goleiro)
– Ricardo Rocha (1990/1994) – 3 jogos (campeão em 1994)
– Rivaldo (1998/2002) – 14 jogos e 8 gols (campeão em 2002)
– Juninho Pernambucano (2006) – 3 jogos e 1 gol
– Josué (2010) – 1 jogo
– Hernanes (2014) – 3 jogos