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Copa do Mundo: times e grandes feitos eternizados na história

Diario de Pernambuco começa a sua cobertura especial da Copa do Mundo relembrando grandes seleções e feitos marcantes

Por Marcos Leandro

Rei Pelé fechou seu ciclo em Copas com o tri em 1970

O time de futebol encantador, quase perfeito técnica e taticamente. Ou então a equipe coesa e concentrada que derrubou uma das seleções mais inovadoras de todos os tempos. Ou então o fim do tabu de um dos maiores jogadores de todos os tempos.

O Diario de Pernambuco começa a sua cobertura especial da Copa do Mundo relembrando grandes seleções e feitos marcantes da maior competição de futebol do planeta. Lembrando que o Mundial de 2026, nos EUA, México e Canadá, começa no dia 11 de junho.

 

 

MELHOR DE TODOS

É fácil encontrar quem defenda que a Seleção Brasileira de 1970 é o melhor time da história das Copas. Assim como não é difícil explicar os motivos: Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Gérson... Clodoaldo. Um timaço de craques que encantou nos gramados mexicanos em 1970. Três jogos da campanha do tri estão entre os maiores de todos os tempos: as vitórias contra Inglaterra (1 a 0), Uruguai (3 a 1) e a final contra a Itália por 4 a 1. Foi também a última Copa do Rei Pelé, fechando um ciclo que já tinha rendido os títulos em 1958 e 1962.

 

 

PAROU O CARROSSEL

Um time muito forte, com grandes craques e que ficou marcado por parar o carrossel holandês de Cruyff & cia. A Alemanha ganhou a Copa que sediou em 1974, uma das mais lembradas da história. Muito pelo resultado da final. Saiu atrás da Holanda com dois minutos de jogo, sem tocar na bola, em pênalti convertido por Neeskens. Mas a reação veio ainda no primeiro tempo, com Breitner e Gerd Müller, 2 a 1. Virada que seguiu até o final, para delírio do Kaiser Franz Beckenbauer, Sepp Maier e o estádio Olímpico de Munique. Já a Holanda que todos defendiam e atacavam chorou a dor da derrota na última batalha, assim como a Hungria de Puskas em 1954 e o Brasil de Ademir em 1950.

MESSI CAMPEÃO

Foi uma estreia humilhante, com derrota para a Arábia Saudita por 2 a 1. Estaria a Argentina de 2022 condenada a mais um fracasso? Messi seria crucificado de novo? Não dessa vez. O astro e seus companheiros mudaram o roteiro. Destaque também para o goleiro Emiliano (Dibu) Martínez, Rodrigo De Paul e Julián Alvarez. Dois jogos foram dramáticos. O duelo contra a Holanda, pelas quartas de final, vencida nos pênaltis após um empate por 2 a 2 insano. E a final contra a França, também ganha nas penalidades, após um frenético 3 a 3. No Catar, Messi, enfim, era campeão mundial.

COPA DO MUNDO - Grandes times e grandes feitos 

O primeiro bicampeão

Campeã em 1934, a Itália melhorou ainda mais o time e sagrou-se bicampeã em 1938 na Copa da França. Destaque para Meazza, Piola e Ferrari. A campanha teve vitória por 2 a 1 sobre o Brasil nas semifinais e por 4 a 2 sobre a Hungria na decisão.

Números
4 jogos, 4 vitórias, 0 empate e 0 derrota
11 gols pró e 5 gols contra
Artilheiro: Piola (5 gols)

O melhor time de todos os tempos

É fácil encontrar quem defenda que a Seleção Brasileira de 1970 é o melhor time da história das Copas. Assim como não é difícil explicar os motivos: Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Gérson... Clodoaldo. Um timaço de craques que encantou nos gramados mexicanos em 1970. Três jogos estão entre os maiores de todos os tempos: as vitórias contra Inglaterra (1 a 0), Uruguai (3 a 1) e a final contra a Itália por 4 a 1.

Números
6 jogos, 6 vitórias, 0 empate e 0 derrota
19 gols pró e 7 gols contra
Artilheiro: Jairzinho (7 gols)

A equipe que parou o carrossel holandês

Um time muito forte, com grandes craques e que ficou marcada por parar o carrossel holandês de Cruyff & cia. A Alemanha ganhou a Copa que sediou em 1974, uma das mais lembradas da história. Muito pelo resultado da final. Saiu atrás da Holanda com dois minutos de jogo, sem tocar na bola, em pênalti convertido por Neeskens. Mas a reação veio ainda no primeiro tempo, com Breitner e Gerd Müller, 2 a 1. Virada que seguiu até o final, para delírio do Kaiser Franz Beckenbauer, Sepp Maier e o estádio Olímpico de Munique.

Números
7 jogos, 6 vitórias, o empate e 1 derrota
13 gols pró e 4 gols contra
Artilheiro: Gerd Müller (4 gols)

O time que ajudou Messi ganhar

Foi uma estreia humilhante, com derrota para a Arábia Saudita por 2 a 1. Mas que serviu para dar uma chacoalhada. Estaria a Argentina de 2022 condenada a mais um fracasso? Messi seria crucificado de novo? Não dessa vez. O astro e seus companheiros mudaram o roteiro. Destaque também para o goleiro Emiliano (Dibu) Martínez, Rodrigo De Paul e Julián Alvarez. Dois jogos foram dramáticos. O duelo contra a Holanda, pelas quartas de final, vencida nos pênaltis após um empate por 2 a 2 insano. E a final contra a França, também ganha nas penalidades, após um frenético 3 a 3. No Catar, Messi, enfim, era campeão mundial.

Números
7 jogos, 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota
15 gols pró e 8 gols contra
Artilheiro: Messi (7 gols)

 

 


MAIORES FRUSTRAÇÕES

Brasil – vice em 1950

A festa estava pronta! Cerca de 200 mil pessoas no Maracanã. Enfim, o Brasil seria campeão mundial. Faltou combinar com os uruguaios. No jogo final do Mundial de 1950, jogando pelo empate, a Seleção Brasileira ainda saiu na frente, com Friaça. Veio o segundo tempo e Schiaffino e Ghiggia calaram um país. Uruguai 2 a 1 Brasil. O Maracanaço. Tristeza também para o pernambucano Ademir Menezes, artilheiro da Copa com 9 gols, mas que não conseguiu ser campeão.

Hungria – vice em 1954

Quatro anos depois, a história se repetiu. O melhor não levou a taça. A Hungria era a seleção da época. Não só derrotava todos os seus adversários no começo da década de 50, como os goleava. Puskas, Kocsis, Czibor. O time voava fisicamente também. O título era quase uma certeza na Copa da Suíça em 1954. A seleção alemã sofreu uma goleada impiedosa dos húngaros por 8 a 3 na 1ª fase. Nas quartas de final, 4 a 2 no Brasil. Na final, a Hungria abriu 2 a 0 com 10 minutos. Mas era uma Alemanha diferente, que buscou a virada por 3 a 2, com gols de Morlock e Rahn (2). Festa de Fritz Walter e seus companheiros. O Milagre de Berna.

Holanda – vice em 1974

Vinte anos depois, a Holanda chorou por conta de uma dura derrota. O futebol total, forjado nos clubes do país, Ajax e Feyenoord, foi a base do carrossel holandês do técnico Rinus Michels. Todos atacavam, todos defendiam. Era um frenesi em campo. O Uruguai levou 2 a 0, o Brasil também. A Argentina 4 a 0. Cruyff, Neeskens, Rep, Rensenbrick. Quem pararia esse timaço, com um modelo tão inovador? A resposta: A Alemanha do Kaiser Franz Beckenbauer, que venceu a decisão por 2 a 1.