Passo gigante para o acesso do Santa Cruz
Passo gigante
Foi dramática a vitória do Santa Cruz sobre o Botafogo/PB, por 1x0, ontem, na Arena de Pernambuco. Mas o passo foi gigante e, acima de tudo, importantíssimo para a caminhada do Tricolor rumo ao acesso. Todos sabiam que não seria um jogo fácil. O pênalti convertido por Eron, aos 11 minutos, fez o Santa Cruz jogar do jeito que mais gosta: explorando o contra-ataque. Ronald foi quem mais puxou essas jogadas e, em uma delas, deixou Eron muito perto de marcar o segundo. O Botafogo/PB teve mais posse de bola na primeira etapa e rondou a área tricolor, mas faltou pontaria ao time paraibano. E, quando conseguiu finalizar, encontrou um Thiago Coelho muito seguro, com pelo menos duas grandes defesas. Com uma equipe tecnicamente qualificada e em desvantagem no placar, era natural que o Belo partisse para cima. Na segunda etapa, porém, o Santa Cruz mudou a postura. Adiantou a linha defensiva, dificultou a troca de passes do adversário e passou a controlar melhor o jogo. O perigo só apareceu nas bolas alçadas para a área. E foi assim que o Botafogo/PB tentou pressionar na reta final. Mesmo com um jogador a menos, a pressão foi enorme, mas Thiago Coelho estava em noite inspirada e se transformou no grande destaque da vitória. No fim, a festa foi coral. A torcida lotou a Arena de Pernambuco e comemorou uma vitória que vale muito mais do que três pontos: vale confiança e força para seguir na caminhada. A primeira das seis decisões foi superada. Faltam cinco para o Santa Cruz voltar ao Brasileiro da Série B.
Mais erros do que acertos
Os números de Gilmar Dal Pozzo mostram que seu trabalho no Sport esteve longe de ser mediano. Mas, quando se analisa a temporada como um todo, fica evidente que o departamento de futebol acumulou muito mais erros do que acertos. Nem mesmo o título estadual pode entrar nessa conta. O problema passa pela gestão do futebol e o elenco tem responsabilidades, já que deu apoio aos treinadores, mas pouco fez dentro de campo para tirar o Leão da letargia.
A cadeira de presidente
Certa vez, conversando com um ex-presidente do Sport, ouvi um depoimento que nunca esqueci: “Beto, em determinadas situações, ou você assume que é o presidente do Sport ou continua sendo apenas o amigo dos parceiros que colocaram você nessa missão. Eu nunca fiz diferente. A partir do momento em que a pessoa senta na cadeira de presidente, o clube está em primeiro lugar.”
O compromisso é com o clube
Essa é uma diferença fundamental. Quem assume a presidência de um clube não recebe apenas um cargo, mas uma enorme responsabilidade. E, muitas vezes, a primeira decisão difícil é justamente mostrar que os compromissos são com a instituição, e não com aqueles que ajudaram a colocá-lo na cadeira. Os interesses do clube precisam estar acima de qualquer amizade ou compromisso pessoal.