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Beto Lago: "No Santa, esperança e realidade precisam caminhar juntas"

Os números são favoráveis, o ambiente é de confiança, mas futebol não se ganha na matemática

Por Beto Lago

Elenco do Santa Cruz

Esperança e realidade

“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.” A frase de Ariano Suassuna parece feita para o momento do Santa Cruz. A esperança, dizia o mestre, só faz sentido quando caminha ao lado da lucidez. E é assim que a torcida coral precisa encarar o jogo deste sábado, contra o Anápolis, fora de casa. O Santa Cruz chega à última rodada da Série C muito próximo da classificação para o Quadrangular Final. Os números são favoráveis, o ambiente é de confiança, mas futebol não se ganha na matemática.

Probabilidade não entra em campo, não marca gol e não garante classificação. Do outro lado estará um Anápolis que luta contra o rebaixamento e terá na partida uma verdadeira decisão. É justamente aí que está o perigo. O rival tem problemas financeiros sérios e o Santa Cruz precisa respeitar o adversário, controlar a ansiedade e jogar como quem sabe que está perto, mas ainda não chegou. A torcida pode sonhar. Deve acreditar. Mas também precisa lembrar Ariano. O otimista acredita que tudo dará certo. O pessimista imagina que tudo dará errado. O realista esperançoso olha para as dificuldades, reconhece os riscos e, mesmo assim, acredita.

É esse Santa Cruz que precisa entrar em campo em Anápolis. Um time consciente de sua força, mas atento aos perigos. Confiante, mas não arrogante. Esperançoso, mas não deslumbrado. Porque o Quadrangular Final está logo ali. E não é um luxo: para o torcedor coral, é a promessa de um abraço coletivo de libertação que vem sendo represado há anos. Neste sábado, o time coral tem a chance de resgatar a dignidade ferida. Falta apenas um jogo. E, neste sábado, mais do que nunca, esperança e realidade precisarão caminhar juntas.

Grande perda

Perder Vitinho, que foi para o futebol português, nesta partida decisiva será um problema que o técnico coral Cristian de Souza precisará resolver. Mesmo não sendo um finalizador nato, Vitinho se movimenta bastante em campo, justamente o perfil de atleta que o time precisará neste jogo. João Pedro, que retornou ao clube, pode ser uma boa opção.

Virada na raça

Foi um jogo difícil. Saiu perdendo, e a situação parecia se complicar diante do caminhão de gols perdidos. A expulsão de um jogador do Athletic colocou “fogo” nos Aflitos, e o Náutico buscou a virada, na raça, com gols de Derek e Luís Cláudio. Resultado importante para o Timbu dormir na 11ª colocação e, principalmente, trazer tranquilidade ao ambiente alvirrubro.

Mais do mesmo

A derrota do Sport por 2x1 para o Novorizontino foi a repetição do que tem apresentado no Brasileiro: desorganizado, pouca intensidade ofensiva, jogadores displicentes e falhas incríveis no setor defensivo. O placar só não foi maior pelos erros de finalização do melhor ataque da Série B. As limitações técnica e tática são visíveis. Só não enxerga quem não quer.