Santa Cruz conquista o bi supercampeonato pernambucano com recorde de público do estado
Treinado pelo jovem técnico Ênio Andrade, o Santa Cruz venceu o Náutico por 2x0, com gols de Nunes e Jadir, e conquistou o bi supercampeonato
Há meio século, o Santa Cruz derrotou o Náutico por 2x0 e conquistou o bi supercampeonato pernambucano, no Arruda, diante do maior público até então registrado no estado.
Mais de 63 mil torcedores viram Nunes e Jadir marcarem os gols do título do segundo supercampeonato. Era assim que se chamava o título dado quando o estadual tinha um vencedor diferente em cada turno e um triangular decidia quem levava a taça para casa.
Em 1976, o Sport venceu o primeiro turno, o Santa Cruz ficou com o segundo e o Náutico, com o terceiro.
O primeiro jogo do triangular decisivo foi na Ilha do Retiro, no domingo 25 de julho. Os tricolores venceram os donos da casa por 2x0. Na quarta seguinte, dia 28, nos Aflitos, o Náutico fez 1x0 sobre o Sport, levando a decisão para o Arruda.
Por ter marcado um gol a mais, o Santa Cruz entrou em campo no dia 1º de agosto com a vantagem do empate para conquistar o seu segundo supercampeonato (o primeiro havia sido em 1957).
O time coral que iniciou a decisão trazia parte dos jogadores que haviam participado da campanha do Campeonato Brasileiro, quando o Santa chegou às semifinais da competição, e alguns jovens talentos da base, como o zagueiro Alfredo Santos.
Outro jovem, reserva no nacional de 1975, que assumia a condição de titular na temporada era Nunes, o Cabelo de Fogo, camisa 9 que anos mais tarde viria ser conhecido nacionalmente como o Artilheiro das Decisões pelos seus gols em finais históricas com o Flamengo, entre elas, a do mundial de clubes.
Depois de um primeiro tempo equilibrado, sem muitas oportunidades para nenhum dos lados, o Náutico iniciou o segundo na pressão. Quando o goleiro Gilberto mais trabalhava para salvar os tricolores, o Santa fez o primeiro, graças à velocidade e oportunismo de Nunes.
Pouco depois, foi a vez de Jadir, que driblou dois e bateu de fora da área, marcar o segundo e deixar o povão fazendo a festa do título antes do apito final.
Quem comandava o time era o jovem Ênio Andrade, que viria a ser um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro, campeão nacional pelo Internacional (1979), Grêmio (1981) e Coritiba (1985), dentre tantas outras conquistas estaduais.
O bi supercampeonato foi o primeiro título da recheada carreira de Ênio.