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Beto Lago: 'SAF controlada por quem vive e ama seu clube'

Pernambuco já deveria estar discutindo formatos modernos de captação, investimento e gestão há muito tempo

Por Beto Lago

Torcedores pedem implementação da SAF, no Santa Cruz

Paixão investidora

Enquanto o futebol pernambucano vive em dívidas, atrasos e modelos políticos cada vez mais desgastados, talvez a solução esteja olhando das arquibancadas. E se a reconstrução dos grandes clubes do Estado não viesse de um magnata estrangeiro, mas da força financeira dos próprios torcedores? SAFs já não deveriam ser tratadas como tabu no Estado.

Muito menos modelos que permitam ao torcedor deixar de ser apenas consumidor apaixonado para se tornar parte ativa do futuro do clube. Nossos clubes têm empresários, profissionais liberais e torcedores apaixonados espalhados pelo Brasil. Gente que investe milhões em outros setores, mas que nunca encontrou um modelo seguro, transparente e profissional para participar efetivamente do clube. E um detalhe importante: os três grandes clubes do Estado estão em recuperação judicial. Sport e Náutico já tiveram seus planos de pagamento aprovados. Apenas o Santa Cruz ainda não homologou seu plano.

Esse cenário, por si só, já escancara a necessidade urgente de modernização administrativa e financeira. O torcedor é tratado apenas como consumidor: compra ingresso, camisa, pay-per-view e só. Mas por que não transformá-lo em participante do futuro do clube? Um modelo de SAF pulverizada, com cotas menores e participação coletiva, poderia aproximar torcida e gestão de uma forma inédita. Claro que isso com regras rígidas, governança séria e proteção contra aventureiros.

SAF sem profissionalismo vira apenas troca de CNPJ. Pernambuco já deveria estar discutindo formatos modernos de captação, investimento e gestão há muito tempo. Insistir neste modelo político tradicional é continuar refém de ciclos curtos, vaidades e improvisos. Renovação passa por isso: democratizar investimento, profissionalizar decisões e permitir que quem ama o clube possa ajudar a reconstrução além da arquibancada.

Liderança nos detalhes
Antes da cobrança da falta, Felipinho e De Pena discutiram. Irritado, o meia chegou a sair e foi para perto da barreira. Coube a Benevenuto, como capitão, intervir: chamou De Pena e pediu que ele se desculpasse com Felipinho. O que aconteceu depois? Golaço do Sport e comemoração ainda mais intensa entre os dois. Liderança também se revela nos detalhes.

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Recuperar a pressão do Caldeirão
O jogo contra o América/MG, domingo, nos Aflitos, se tornou a oportunidade do Náutico resolver uma contradição que incomoda nesta Série B: o time tem sido mais eficiente fora do que dentro de casa. Dos 10 pontos somados até aqui, sete vieram longe do Recife. Além da vitória recolocar o Timbu, quem sabe, dentro do G6, reconstrói a força do Caldeirão.

Tempero a mais nos Aflitos
E há um tempero extra que adiciona tensão ao ambiente. O reencontro de Hélio e Guilherme dos Anjos com Roger Silva carrega memória recente e mal resolvida. Na final do Estadual, quando ainda dirigia o Sport, Roger foi direto ao afirmar que havia estudado minuciosamente o modelo de jogo de Hélio, o que se traduziu em um contundente 3x0 e no título. A declaração não caiu bem nos Aflitos e segue ecoando.