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Santa Cruz mantém Marcelo Cabo no comando, e CEO critica arbitragem e cobra FPF: "Histórico negativo"

Em coletiva após a derrota para o Náutico, Pedro Henriques fez críticas ao árbitro Rodrigo Pereira

Por Gabriel Farias

Pedro Henriques, CEO do Santa Cruz

Após o apito final da derrota do Santa Cruz por 4 a 0 para o Náutico, neste domingo (25), no Clássico das Emoções, o CEO Tricolor, Pedro Henriques, concedeu entrevista coletiva ao lado do técnico Marcelo Cabo e fez duras críticas à arbitragem da partida, comandada por Rodrigo Pereira (Fifa), apontando influência direta no resultado. O dirigente se pronunciou antes da análise do treinador e cobrou explicações da Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

Mesmo sob forte pressão após a goleada, o técnico Marcelo Cabo permanece no comando do Santa Cruz. O Tricolor do Arruda segue com sete pontos no Campeonato Pernambucano e volta a campo nesta quarta-feira (28), quando recebe o Jaguar, no Arruda, em partida de portões fechados.

“Em primeiro lugar, a gente tem que pedir desculpa ao nosso torcedor, mas a questão que eu tenho a tratar é com a Federação Pernambucana de Futebol, para quem nos oficiamos no início da semana solicitando arbitragem de fora do estado, FIFA e VAR. Infelizmente, não justifica qualquer tipo de derrota por quatro gols que sofremos, mas a arbitragem influenciou no resultado da partida”, afirmou Pedro Henriques.

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Lance envolvendo Paulo Sérgio, do Náutico

Pedro Henriques destacou lances polêmicos ainda no início do jogo, quando, segundo ele, houve falta de critério na condução da arbitragem.

"No início, se o árbitro usasse os mesmos critérios, o jogador do Náutico, Paulo Sérgio, atingiu o rosto de Israel com menos de 20 minutos de jogo. Tem VAR e atingiu o atleta. Não houve sequer marcação de falta", disparou.

Expulsão de Matheus Vinícius

O dirigente também comentou a expulsão do zagueiro Matheus Vinícius, ocorrida nos acréscimos do primeiro tempo, momento considerado decisivo para o desenrolar do clássico. “No lance de Matheus Vinícius, não houve alavanca na nossa concepção. Foi acidental e o VAR não interferiu. Me parece que o árbitro FIFA se impressionou por haver sangue em um esporte de contato e acabou expulsando o nosso atleta.”

Na bronca com a FPF

Na sequência, Pedro revelou preocupação prévia com a arbitragem pernambucana e disse que tentou evitar esse cenário solicitando profissionais de fora do estado.

“Tenho pouco tempo de Santa Cruz, oito meses, já tinham me advertido que a arbitragem de Pernambuco tem um histórico negativo com o Santa Cruz e infelizmente isso se repetiu. Pedimos arbitragem de fora e a federação impôs um valor proibitivo para a realidade do Santa Cruz e nós queremos aqui questionar o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, o presidente da comissão de arbitragem, o que é que vai ser feito, porque esse histórico tem que parar de se repetir. O Santa Cruz é um clube grande, tem tradição e está passando por um momento difícil.”

Mais lances questionados pelo Santa Cruz

O CEO coral também citou um lance envolvendo o zagueiro Mateus Silva, do Náutico, que, segundo ele, poderia ter alterado o rumo da partida ainda com o placar zerado.

“O zagueiro do Náutico, o Mateus, sofreu um cartão amarelo por uma falta tática contra o Quirino e ele fez a mesma falta tática em Renato aos 31 minutos e o jogo estava em 0 a 0. Era um lance para falta e segundo amarelo e o árbitro ignorou (...). Esse amarelo foi dado em um lance que daria um contra-ataque, chance claríssima de gol para o Santa Cruz, que ele não deu a vantagem.”

Outro ponto de forte contestação foi o segundo gol alvirrubro, quando, segundo o dirigente, houve negligência em relação à integridade física de um atleta coral.

“No segundo gol que nós sofremos, nosso atleta (Alex Ruan) teve uma lesão grave e, que eu saiba, o senhor Rodrigo não é médico, e a bola saiu duas ou três vezes da área do Santa Cruz até que nós sofrêssemos um gol, sendo que o atleta do Náutico entrou em condição legal porque nosso atleta estava caído e o árbitro optou por não parar (...). Infelizmente, tivemos um resultado do clássico condicionado pela péssima arbitragem do senhor Rodrigo e nós já estávamos preocupados previamente com isso.”