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Náutico x Operário: quatro meses depois, reencontro coloca times em cenários opostos na Série B

Timbu e Fantasma se enfrentam terça-feira, nos Aflitos, em situações bem diferentes das apresentadas no primeiro turno

Por Gabriel Farias

Volante Wenderson, do Náutico, em duelo contra o Operário, válido pelo primeiro turno da Série B

O reencontro entre Náutico e Operário, marcado para terça-feira (15), às 19h30, nos Aflitos, coloca frente a frente duas equipes que chegam ao segundo turno da Série B em cenários bastante diferentes daqueles apresentados no primeiro duelo.

Há quatro meses, o Timbu vivia um momento de crescimento na competição e chegou a assumir provisoriamente a vice-liderança após uma goleada expressiva fora de casa. Agora, o contexto mudou, e o confronto ganhou novos contornos na disputa pela parte de cima da tabela.

No dia 16 de maio, pela nona rodada, o Náutico foi até o estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, e aplicou 6 a 2 no Operário. O resultado levou o time alvirrubro aos 16 pontos, apenas um atrás do São Bernardo, então líder da Série B. O Fantasma, por sua vez, permaneceu com 12 pontos e caiu para a nona colocação.

A partida daquele momento refletia uma fase de ascensão do Náutico. A equipe vinha somando resultados e ganhando espaço na classificação, enquanto o Operário ainda buscava maior estabilidade.

Quatro meses depois, a tabela mostra uma inversão parcial desse cenário: o Fantasma ocupa a sétima colocação, com três pontos a menos que o Atlético-GO, sexto colocado e atual integrante do G-6, enquanto o Timbu não aparece nem entre os dez primeiros.

Cenário

O Náutico chega para o reencontro depois de uma derrota por 2 a 1 para o América-MG, penúltimo colocado da competição. O resultado interrompeu uma sequência invicta que o time vinha apresentando e aumentou a necessidade de voltar a pontuar para recuperar terreno na tabela.

Do outro lado, o Operário aparece em um momento mais positivo. O Fantasma é o sétimo colocado, três pontos atrás do Atlético-GO, e chega aos Aflitos sustentado por uma sequência de quatro partidas sem derrota, com duas vitórias consecutivas.

A última delas teve peso ainda maior. O Operário venceu o CRB por 3 a 0, em um confronto direto pela parte de cima da tabela, resultado que reforçou a confiança da equipe e a colocou novamente próxima do G-6.

O cenário atual é, portanto, bem diferente daquele encontrado no primeiro turno. Se em maio o Operário ocupava a nona posição e havia acabado de sofrer uma goleada em casa, agora chega embalado e com a possibilidade de entrar de vez na briga pelo grupo de acesso.

Equipes diferentes em campo

A mudança de cenário também pode ser percebida nas escalações. O Náutico que enfrentou o Operário em maio tinha uma formação diferente da atual. Naquele jogo, o zagueiro Waderson, o volante Luiz Felipe, o meia Dodô e o ponta Victor Andrade estavam entre os titulares.

O time alvirrubro passou por mudanças desde então, tanto na formação quanto nas peças utilizadas por Hélio e Guilherme dos Anjos.

No Operário, a transformação também foi significativa. Diante da situação que atravessava naquela etapa da competição, o técnico Luizinho Lopes promoveu mudanças na base da equipe. Meses depois, o Fantasma chega em outro momento e com uma escalação que também pouco se assemelha àquela que sofreu seis gols no Germano Krüger.