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O Náutico e seu orçamento que não fecha

Por Beto Lago

Sede do Náutico nos Aflitos

Orçamento Timbu

Há números que parecem bons isoladamente, mas que, quando colocados lado a lado, revelam outra realidade. É o caso do orçamento do Náutico para 2026. O clube projeta R$ 53,3 milhões de receitas e R$ 52,8 milhões de despesas, superávit de R$ 433 mil. O problema é que essa conta não considera R$ 6,4 milhões em tributos correntes. Incluindo essas obrigações, o resultado passa a ser um déficit próximo de R$ 5,9 milhões. E outra fragilidade: a qualidade das receitas. Dos R$ 53,3 milhões previstos, apenas R$ 22,4 milhões são receitas contratadas. Outros R$ 17,4 milhões são classificados como especulativos. Como R$ 8 milhões relacionados à Arena Pernambuco, sem indicação clara de acordo ou cronograma que assegure esse dinheiro, além de R$ 7,4 milhões em antecipações de receitas futuras. Ou seja: o Náutico está contando hoje com dinheiro que depende do amanhã. A situação fica preocupante quando se olha para o futebol. A folha anual projetada chega a R$ 34,6 milhões. Considerando toda a receita prevista, representa cerca de 65% da arrecadação. Mas, retirando as receitas incertas, essa relação chega a aproximadamente 97%. As receitas recorrentes estão pressionadas. A previsão de arrecadação com sócios cai cerca de 20%, e a bilheteria tem redução projetada de 30%. Além disso, 46% de toda a receita anual está concentrada nos meses de setembro, outubro e novembro. Isso não é estabilidade financeira. É exposição. Um clube saudável deveria buscar uma estrutura na qual suas receitas recorrentes sejam suficientes para sustentar sua operação básica, especialmente a folha do futebol. O Náutico, pelo orçamento analisado, está muito distante disso.

Documento de sobrevivência

Um clube em recuperação judicial precisa trabalhar com receitas seguras, controlar rigorosamente a folha e reduzir a dependência de antecipações. O orçamento do Náutico, ao contrário, depende de receitas que precisam acontecer para que a conta feche. O futebol já é imprevisível dentro de campo. Transformar essa imprevisibilidade em método de gestão financeira é um risco que o clube não pode continuar correndo. Hoje, mais do que um orçamento de recuperação, o documento parece um orçamento de sobrevivência.

Pernambuco Master Futsal

O Pernambuco Master Futsal, projeto idealizado pelo ex-jogador Calípio, que encontrou uma maneira especial de manter viva a ligação entre antigos companheiros de quadra. O grupo reúne nomes que fizeram parte da história do futsal pernambucano e que seguem se encontrando para celebrar a vida e a amizade. Hoje, nomes que fizeram a história do futebol de salão marcam presença, às 19h30, no Manos Bar, em Boa Viagem.

Encontro de amigos

Será mais uma oportunidade para reunir histórias. E o futebol de salão tem essa capacidade. A bola para de rolar, o tempo passa, os cabelos ficam brancos, os joelhos já não respondem da mesma maneira, mas algumas coisas permanecem intactas. A memória das quadras e o carinho pelos antigos companheiros. Afinal, o tempo pode mudar muita coisa. Mas há vínculos que uma vida inteira não consegue apagar. E o melhor: a bola continua rolando, talvez agora com menos velocidade, mas com muito mais histórias para contar.

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