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Beto Lago: "Um passeio do Náutico pra cima do América/MG nos Aflitos"

Uma vitória para colocar o Náutico no G6 e, mais do que isso, reacender a chama do Caldeirão dos Aflitos, agora de iluminação e placar novos

Por Beto Lago

Vinícius fez dois belos gols contra o América-MG

Passeio nos Aflitos
Uma vitória para colocar o Náutico no G6 e, mais do que isso, reacender a chama do Caldeirão dos Aflitos, agora de iluminação e placar novos. Era difícil não apontar o Timbu como favorito diante de um América/MG lanterna, com apenas dois pontos em sete jogos. Desta vez, não havia espaço para uma surpresa como a armada por Roger Silva na final do Estadual. A diferença técnica era enorme. E ainda havia um Náutico mordido, intenso e buscando o gol o tempo inteiro.

 

 

Vinícius, com um belo gol, e Wenderson marcaram no primeiro tempo de domínio absoluto alvirrubro. Aos 41, o Coelho ainda perdeu o zagueiro Emerson, expulso após entrada duríssima em Victor Andrade. Na segunda etapa, o América até tentou reagir com mudanças, mas o Náutico manteve o ritmo. Aos sete minutos, após falha infantil do goleiro Gustavo, Dodô fez o terceiro. Depois disso, o time mineiro praticamente se entregou, apenas tentando limitar os avanços pernambucanos. Não conseguiu.

Inspirado, Vinícius marcou outro golaço e fechou a goleada com 4x0. Um passeio nos Aflitos. Ainda tem muito chão para percorrer, restando 30 rodadas. Mas, entre os candidatos ao acesso da Série B, o Náutico é hoje um dos times que mais impressionam pelo volume de jogo. Há pontos a corrigir, claro. Só que existe tempo e um treinador capaz de acelerar essas correções e evolução.

 

 

Na entrega e na individualidade
O Sport segue vencendo e se mantendo na parte alta da Série B. A vitória por 3x1 sobre a Ponte Preta, em Campinas, veio muito na base da entrega e da força individual, que apareceu nos momentos decisivos para compensar problemas coletivos, principalmente na construção das jogadas e na quantidade de erros de passes na saída de bola. A expulsão de Marcelo Ajul quase complicou a noite rubro-negra, mas o time soube suportar a pressão até o apito final. Se conseguir melhorar minimamente o coletivo e reduzir os erros técnicos, a tendência é que as vitórias aconteçam com menos sofrimento e muito mais controle dentro das partidas.

Festa rubro-negra
Vale o registro da festa da torcida do Sport em Campinas. Jogos em cidades de São Paulo sempre carregaram uma presença marcante dos rubro-negros, mas o que se viu no sábado teve algo além: identidade. Teve grito de forró, clima de quadrilha junina e a demonstração de uma torcida que transforma qualquer estádio em extensão da Ilha do Retiro. Curioso é lembrar que festas em hotéis já foram desaprovadas por gestões anteriores. Eles não entendiam a magia e a força da própria torcida.

Primeira missão coral
Será o primeiro teste de Cristian de Souza no comando do Santa Cruz. Hoje, o Tricolor encara a Inter de Limeira, fora de casa, carregando a necessidade urgente de, ao menos, somar pontos. Mais do que a tabela, o jogo mede o impacto imediato da troca de comando em um elenco que ainda tenta encontrar estabilidade na Série C. Uma vitória em Limeira teria peso além dos três pontos: representaria uma injeção de confiança para um torcedor coral ainda desconfiado sobre o que pode vir pela frente.