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Kuki, ídolo do Náutico, fala sobre recuperação de AVC e importância da família: "Meu combustível"

Em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco, o ex-jogador alvirrubro relatou como vem sendo a superação diária um ano depois de um Acidente Vascular Cerebral

Por Caio Antunes

Kuki, ídolo do Náutico, ao lado de sua família

Fisioterapia, gravação nos Aflitos, cortar o cabelo e... comemorar com a família o aniversário de 55 anos. A quinta-feira (30/04) foi agitada para Silvio Luiz Borba, o Kuki. E em meio a essa correria, o ex-atacante do Náutico, um dos personagens mais importantes da história do futebol pernambucano nos últimos 30 anos, atendeu à reportagem do Diario de Pernambuco enquanto almoçava em um restaurante do Recife.

Celebrar a vida tem um significado especial para o ex-atacante. Craque e campeão dentro de campo, Kuki teve que superar um grave problema de saúde. Há um ano, em abril de 2025, o ex-jogador sofreu um AVC isquêmico (Acidente Vascular Cerebral). Ele segue se superando diariamente no processo de reabilitação.

Na conversa com o DP, Kuki relatou como vem sendo a recuperação do maior susto da sua vida. Sem esconder a emoção, o eterno ídolo do Timbu ressaltou a importância da família para enfrentar as dificuldades.

“Me encontro bem de saúde e continuo no tratamento intensivo em busca da minha recuperação total. Eu faço fisioterapia duas vezes ao dia, então sigo me cuidando para voltar a realizar as atividades que fazia antes”, relatou Kuki, que fez questão de ressaltar a força que vem da família.

“Graças a Deus eu estou muito bem. Não tem como, tenho um combustível em casa que é a Vanessa (esposa) e a Helena, nossa filhinha que nasceu logo após o ocorrido. Tudo isso serve de espelho e incentivo para mim, para melhorar e dar alegria para elas”, contou.

O ex-atacante também destacou a resiliência necessária para passar pelos momentos delicados. Segundo Kuki, a rede de apoio é fundamental neste momento.

“É uma situação muito difícil, um novo normal que você tem que enfrentar. Deus me escolheu para passar por essa provação e viver propósitos depois. Estou bem assistido, minha esposa ajuda muito e tem cuidado de todas as coisas. Tenho que me dedicar cada vez mais para dar alegria ao pessoal que está orando por mim e torcendo pela minha recuperação”, externou o ex-jogador.

 

 

NÁUTICO
Em meio à reabilitação, Kuki também não deixa de estar próximo do clube onde é ídolo. O ex-jogador revelou já ter voltado a estreitar a sua relação com o Náutico após um período afastado por questões de saúde.

“No Náutico, eu tenho aparecido toda semana no CT. E tenho ido também aos jogos, não todos, mas tenho ido. Sempre procuro também conversar com o pessoal e sempre estou na torcida pelo sucesso deles”, enfatizou.

Marcado na história com a camisa alvirrubra, Kuki também se tornou um personagem importante do futebol pernambucano. O camisa 11 ganhou o respeito e a admiração dos rivais pelo desempenho dentro de campo, resultando em uma grande corrente de energias positivas após o AVC sofrido.

“O carinho que o povo pernambucano tem por mim é muito bonito. Também tenho um grande respeito por todos os torcedores. Eu fico muito feliz por esse carinho e por todas essas demonstrações, e procuro retribuir da melhor maneira possível”, disse.

Kuki chegou ao Náutico para a temporada 2001 e fez história. Foi campeão pernambucano, evitando que o Sport igualasse a marca do hexacampeonato. Repetiu a dose em 2002 e foi campeão outra vez em 2004. Ao todo, foram 387 partidas pelo Náutico, acumulando 184 gols e se colocando como o 3º maior artilheiro da história do clube e ídolo maior de uma geração de alvirrubros.

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