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Da artilharia ao banco: a queda de protagonismo de Paulo Sérgio no Náutico

Náutico finaliza muito na Série B, mas vê seu principal goleador Paulo Sérgio no banco

Por Paulo Mota

Paulo Sérgio, atacante do Náutico

O início de 2026 parecia desenhar uma temporada histórica para Paulo Sérgio no Náutico. Com oito gols marcados nos seus primeiros oito jogos, seis deles em clássicos contra Sport e Santa Cruz, o camisa nove assumiu o posto de protagonista e esperança de gols da torcida alvirrubra. No entanto, o cenário mudou drasticamente: o atacante amarga o banco de reservas e lida com um jejum que coincide com a queda de eficiência do setor ofensivo do Timbu na Série B.

O imbróglio extracampo
A virada de chave começou nos bastidores. O eventual “interesse” do Cuiabá e as negociações para um reajuste salarial criaram um atrito entre o staff do jogador e a diretoria. A decisão da comissão técnica de barrar o atleta na estreia da Série B, visando preservar o foco do elenco, interrompeu a sequência positiva do artilheiro. Desde então, o jogador parece não ter reencontrado a sintonia ideal.

Além das questões contratuais, a saúde do atleta tornou-se um obstáculo. Paulo Sérgio vinha atuando no sacrifício devido a uma lesão no tornozelo. A falta de treinamentos regulares durante a semana comprometeu seu condicionamento. Sem estar 100% fisicamente, o atacante perdeu o poder de decisão que demonstrou no Campeonato Pernambucano.

Opção técnica
A perda de espaço de Paulo Sérgio ficou evidente nas últimas duas rodadas, quando o atacante iniciou as partidas no banco de reservas por opção exclusiva da comissão técnica. Mesmo sendo o artilheiro da temporada, o camisa nove foi preterido pelos treinadores Hélio e Guilherme dos Anjos, que optaram por mudanças táticas no setor ofensivo, acionando o jogador apenas no decorrer dos confrontos, quando o Náutico já buscava reverter desvantagens no placar.

Falta de pontaria
A ausência de Paulo Sérgio decisivo expõe uma ferida aberta no Náutico: a falta de pontaria. O time figura entre os que mais finalizam na Série B, mas as estatísticas são enganosas. Com uma média de apenas 3,2 chutes no alvo por partida, o Timbu detém um dos piores aproveitamentos da competição.

Diante do São Bernardo, o roteiro se repetiu: volume de jogo e chances criadas, mas pouca efetividade. Paulo Sérgio foi acionado quando o time já estava em desvantagem, mas não conseguiu reverter o placar. Para o Náutico, recuperar o futebol do seu camisa nove não é mais apenas uma opção tática, mas uma necessidade urgente.