Beto Lago: "Náutico expõe um time abatido, sem ideias e completamente desorganizado"
O Timbu estreou com derrota na Série B de 2026
Ruim demais
O início do Náutico na Série B beirou o inaceitável: nos Aflitos, diante de um adversário direto e derrota por 1x0 para o Criciúma. É o retrato fiel de um time emocionalmente abalado, taticamente confuso e desorganizado. A estreia escancarou um problema que vai além das quatro linhas. O ambiente segue contaminado desde a perda do Estadual. A ansiedade da torcida virou impaciência, o banco virou tensão, e o campo virou um espaço onde nada flui. Hélio dos Anjos passou o jogo inteiro mais irritado do que lúcido e isso transbordou para um time que já entrou em campo desequilibrado. Sem Paulo Sérgio, barrado, o Náutico abriu mão de sua referência ofensiva e desmontou a própria estrutura. Foi um time espaçado, sem presença na área, sem capacidade de pressionar. Resultado: um sistema ofensivo inofensivo e uma marcação alta que simplesmente deixou de existir. O gol cedo, marcado por Vaguininho, foi só o gatilho para o caos. O Náutico se perdeu completamente. Desorganizado, previsível, inseguro. Veio segundo tempo e se já estava ruim, piorou. A expulsão de Samuel, no momento em que se precisava de equilíbrio, escancarou a falta de controle emocional. Igual ao acontecido na final do Estadual. Um time que não aprende com seus erros está condenado a repeti-los. E o mais preocupante: não houve reação. Nem dentro de campo, nem no banco. O Náutico só não saiu com uma derrota mais elástica porque o ataque do Criciúma foi horrível. O que se viu nos Aflitos foi um time sem atitude, frágil mentalmente e pobre em soluções. Um começo de Série B que não apenas decepciona, mas preocupa seriamente. Porque, do jeito que está, o Náutico não briga por acesso. Briga para não afundar.
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Faltando coragem
Teimosia em excesso, criatividade em falta. Esse é o retrato do trabalho de Roger Silva no comando do Sport. O empate sem gols diante do Cuiabá não foi apenas mais um resultado protocolar. Foi a materialização de um time engessado, previsível e refém das próprias limitações impostas pelo treinador. Havia espaço, contexto e um adversário que permitia o Leão buscar os três pontos. Faltou o essencial: coragem.
Na zona de conforto
Bastava um mínimo de ousadia para transformar um jogo controlável em vitória. Mas Roger prefere a zona de conforto do erro repetido, da insistência no que claramente não funciona. O Sport não empata por acaso. Empata por escolha. Escolha de um modelo conservador, de um treinador que parece mais preocupado em não perder do que em vencer. E, no futebol, quem joga para não perder quase sempre perde, nem que seja a paciência do torcedor.
Os treinadores e seus "pitis"
Esses “pitis” que Abel Ferreira exibe à beira do campo no futebol brasileiro não resistiriam a uma semana sob o rigor da arbitragem e da cultura inglesa. Lá, o espetáculo é o jogo, não o destempero de quem deveria comandá-lo com lucidez. Esse tipo de comportamento não encontra palco, encontra punição. O que aqui ainda se tolera como “personalidade forte”, lá é tratado como falta de controle e de respeito.