Irmã de Lucas Lyra fala sobre episódio 13 anos depois e ressalta: "Ele nunca abandonou o amor pelo Náutico"
Jovem torcedor do Náutico foi atingido por um tiro em 2013 na sede dos Aflitos; autor do disparo foi condenado por tentativa de homicídio
13 anos depois do episódio de violência sofrido pelo torcedor do Náutico Lucas Lyra, a sua irmã, Mirella Lyra, pôde ver a justiça ser feita com a condenação e prisão do autor do disparo que atingiu o seu irmão. José Carlos Feitosa Barreto, de 50 anos, foi condenado por tentativa de homicídio pelo caso ocorrido na sede dos Aflitos, quando Lucas Lyra foi atingido com um tiro na nuca.
Em contato com a reportagem do Diario de Pernambuco, Mirella Lyra falou sobre o sentimento de alívio com a condenação do responsável pelo crime e ressaltou a paixão do irmão pelo Náutico em todo o processo.
“O nosso sentimento é de gratidão a Deus. Aos nossos olhos, aparenta ter sido tardia (a condenação), mas foi no tempo de Deus. É um sentimento de alívio e de missão cumprida por ver a justiça sendo feita”, enfatizou Mirella.
“Em todo o processo, Lucas nunca abandonou o seu amor pelo Náutico. É um amor que emociona de ser presenciado”, concluiu.
A irmã do torcedor alvirrubro também detalhou como vem sendo o processo de cuidados com Lucas Lyra ao longo de mais de uma década desde o ocorrido. “Os cuidados de Lucas seguem em home care, com assistência profissional 24h por dia, custeados pela Pedrosa (empresa de ônibus do autor do crime). Ainda não recebemos indenização, porque o processo continua em andamento”, disse Mirella Lyra.
Relembre o caso
Lucas Lyra foi atingido com um tiro na nuca no dia 16 de fevereiro de 2013, em frente à sede do Náutico, antes de um jogo contra o Central, pelo Campeonato Pernambucano.
Durante um confronto entre integrantes de torcidas organizadas do Náutico e do Sport (que retornavam de um jogo na Ilha do Retiro), José Carlos Feitosa, que fazia a segurança de um ônibus da empresa Pedrosa, foi o responsável pelo tiro que atingiu o torcedor alvirrubro.
Lucas, que na época tinha 19 anos, passou cerca de três anos internado e sofreu graves sequelas, incluindo perda de mobilidade do lado esquerdo, 90% da audição e limitações na visão periférica. A prisão de José Carlos marca o fim de um longo período de espera por justiça e o encerramento de um capítulo doloroso para a família Lyra.