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Beto Lago: "Oscilações são naturais, mas já é possível identificar falhas que exigem correções imediatas"

O Náutico tem o desafio de encontrar variações no elenco que mantenham o mesmo nível de atuação dentro de campo

Por Beto Lago

Dodô, meia do Náutico

Oscilações
Todo torcedor sonha em ver seu time voando, vencendo sempre, na ponta dos cascos. Mas o início de temporada costuma ser um exercício de paciência, algo que o futebol pernambucano insiste em lembrar todos os anos. Ainda não veremos supertimes prontos para atropelar qualquer adversário, nem mesmo aqueles de mesma série. Resultado imediato ajuda, mas não elimina ajustes, carências e riscos escondidos sob a euforia. Oscilações são naturais ao longo do processo, mas já é possível identificar falhas que exigem correções imediatas. O Náutico vive exatamente esse ponto de inflexão. A campanha quase perfeita criou o rótulo de “Timbatível”, mas o futebol raramente respeita slogans. A derrota para o Retrô não apaga o bom início, mas serve como aviso. E um alerta é claro: a dependência de Dodô. Sem o meia, o Náutico perde mais do que criatividade. Perde equilíbrio, intensidade e capacidade de controlar o jogo pelo centro. Dodô é quem conecta defesa e ataque, que dá agressividade ofensiva ao meio-campo. Para muitos, é o melhor jogador deste Estadual até aqui e não por acaso. Quando ele não está, o Timbu fica mais previsível, espaçado e vulnerável. Não é um problema insolúvel, mas é um problema real para Hélio e Guilherme dos Anjos. Em um torneio curto, com mata-mata à vista, depender tanto de uma peça específica pode custar caro. O desafio é encontrar variações que mantenham o nível coletivo mesmo quando Dodô não estiver em campo. Porque o Náutico segue forte, mas já entendeu que não será invencível.

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Os ajustes da Fênix
No Retrô, o grande desafio do técnico Jamesson Andrade é dar regularidade a um elenco que não encontrou identidade, mesmo tendo sido o primeiro a voltar aos treinos. Ainda assim, os dois últimos jogos serviram para encorpar o time e manter vivo o sonho da vaga direta. Se vier, será ouro: tempo para ajustar a equipe e pensar também na Série D, que vem se aproximando.

Reformulação no Arruda
No Arruda, o cenário é bem mais delicado. O Santa Cruz paga caro por meses desperdiçados com o técnico Marcelo Cabo. O clube recomeça tudo e a reformulação é inevitável, passando por todos os setores: comissão técnica, elenco e, principalmente, critérios. Haverá dispensas, chegadas e a necessidade de montar um time minimamente competitivo para a Série C. Não é ajuste fino. É obra estrutural.

Tempo para montar o Leão
Já no Sport, a questão é tempo. Tempo para formar elenco, dar liga e criar conjunto. Alguns não estrearam, outros podem chegar. Por isso, a vaga direta às semifinais é estratégica. Essas duas semanas serão fundamentais para Roger Machado ajustar peças e transformar um elenco promissor em time competitivo. No fim das contas, o Estadual vai cumprindo seu papel: expor virtudes, escancarar problemas e lembrar que, em janeiro, ninguém está pronto. Quem entender isso mais rápido, larga na frente quando o calendário apertar.