Beto Lago: "Quem conseguirá parar o Náutico neste Pernambucano?"
O TImbu segue com 100% de aproveitamento no Campeonato Pernambucano
Timbu arrasador
Em mais um atropelo, o Náutico goleou o Santa Cruz por 4x0, manteve os 100% e garantiu, com antecedência, vaga na semifinal do Estadual. Foi um clássico que serviu para reafirmar a força alvirrubra e escancarar a fragilidade coral. O Santa chega à segunda derrota consecutiva, cai para a quarta posição e vê uma crise interna ganhar contornos cada vez mais evidentes. Marcelo Cabo tentou reagir no tabuleiro. Armou o Santa no 3-5-2, colocou Israel como ala e buscou neutralizar o melhor ataque da competição. Funcionou apenas nos minutos iniciais. O Santa tentava incomodar com Quirino e Renato explorando os lados. Mas esse equilíbrio durou pouco. O Náutico se arrumou e bastou uma bola parada para assumir o controle do jogo. Dodô, em cobrança de falta, colocou efeito, enganou Rokenedy e abriu o caminho da goleada. A expulsão de Matheus Vinícius (pra mim, lance para amarelo) desmontou de vez o plano coral. Com um a mais, o Náutico empilhou vantagens no segundo tempo. Vinícius fez dois gols – aos 5 e aos 15 – e o Santa perdeu completamente o controle do jogo. Nem a expulsão de Dodô, aos 27, diminuiu o ritmo alvirrubro e Júnior Todinho fechou a conta. A derrota do Santa expõe erros já conhecidos na montagem do elenco, falta de competitividade e um time sem força mental para reagir à adversidade. Do outro lado, o Náutico empilha três goleadas seguidas, impõe respeito e se consolida como o time a ser batido. Hoje, a pergunta é simples: quem consegue frear a força ofensiva do time de Hélio e Guilherme dos Anjos?
Estamos perdendo a guerra
Enquanto o torcedor alimentava a expectativa por mais um clássico, os vândalos faziam o que sabem fazer de melhor: espalhar violência pelas ruas, longe do estádio, longe do futebol. Não adianta defender torcida única em Pernambuco. É apenas admitir que o Estado perdeu o controle para marginais que se escondem atrás de camisas e organizadas. As imagens são claras. Os rostos estão expostos. A identificação é possível. Todos precisam ser presos. Não amanhã, não em notas oficiais vazias. Agora.
Aceitam a exceção
A lógica foi completamente invertida. Quem cumpre a lei é afastado do estádio. Quem a viola, tratado com complacência. O resultado é previsível: o torcedor comum se afasta, não por rivalidade, mas por medo. A torcida única, nesse cenário, não resolve nada. Apenas carimba a incapacidade coletiva de autoridades, clubes e da FPF, que preferem tratar o sintoma e aceitar a exceção como regra, em vez de enfrentar a causa do problema.
Venceu e deveu em campo
O Sport venceu o Vitória, mas ficou devendo futebol. Um primeiro tempo improdutivo, que evidenciou a desconexão do time. A partida ganhou contornos de tranquilidade após o gol de Gustavo Coutinho e a expulsão de Paulo Ricardo, antes dos 10 da segunda etapa. A partir daí, os gols surgiram, muito pela superioridade técnica do que um coletivo consistente. Destaques para Felipinho e Marcelo Ajul. Com os reforços chegando, a tendência é de evolução. Mas o alerta está ligado: vencer não pode mascarar o que ainda precisa melhorar.