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Beto Lago: "Náutico atropela e Sport sai com uma dura lição"

O Náutico está na liderança do Pernambucano de 2026, enquanto o Sport detém a 4ª colocação

Por Beto Lago

A partida entre Náutico e Sport no Pernambucano de 2026 terminou em 4 a 0 para o time alvirrubro

Implacável
Deu a lógica no Clássico dos Clássicos e ela foi implacável. Com intensidade máxima do primeiro ao último minuto, o Náutico atropelou um Sport que entrou nos Aflitos com o Sub-20 e saiu com uma dura lição. Invicto, o Timbu assume a liderança isolada e se coloca, com autoridade, como candidato real a uma vaga direta na semifinal. A diferença ficou escancarada desde os minutos iniciais. Técnica, força física, leitura de jogo e, sobretudo, conjunto. O time alvirrubro sabia exatamente o que fazer, como fazer e quando acelerar. O Sport, ao contrário, parecia sempre um, dois, três segundos atrasados. O roteiro do primeiro tempo foi de pressão constante. O Náutico sufocou, marcou alto, não deixou o Leão respirar e transformou a saída de bola rubro-negra em um exercício de sobrevivência. Do outro lado, um Sport excessivamente preocupado em se defender, engessado, sem criatividade e incapaz de ameaçar Muriel. Na segunda etapa, houve um breve suspiro leonino. Micael teve a chance do empate, mas faltou o que sobrou no rival: tranquilidade, maturidade e precisão. O Náutico não perdoou. Vinícius ampliou aos 22 minutos. E Paulo Sérgio, artilheiro e referência, fechou o placar com dois gols de que é cirúrgico, aos 28 e aos 41. O 4x0 não traduz totalmente o que foi o jogo. Pelo volume ofensivo, pela superioridade coletiva e pela postura competitiva, o placar ficou até modesto. O Náutico venceu porque foi time. O Sport perdeu porque ainda é promessa. Pagou um preço alto por isso.

Peso e maturidade
Importante que a derrota não pese sobre os jovens do Sport, que precisam de proteção e contexto para evoluir. Aqui, a diretoria deveria ter pensado melhor sobre colocar em campo apenas os garotos em um clássico. E que a vitória não suba à cabeça do Náutico. O Estadual aponta caminhos, mas não perdoa soberba. Há ajustes a fazer, falhas a corrigir e um desafio maior logo ali na frente: chegar forte à reta final do Estadual e, principalmente, na Série B.

Os olhos veem e sentem
É difícil maquiar o que os olhos veem. O Santa Cruz até soma resultados, mas o futebol apresentado neste início de Estadual é burocrático e preocupante. O time joga pouco, convence menos ainda e parece sempre à beira do colapso dentro das partidas. Contra o Vitória, no sábado, o roteiro se repetiu: sofrimento desnecessário, atuação abaixo do aceitável e uma equipe que vive de lampejos, não de ideias.

Falta intensidade e organização
O comportamento em campo incomoda. Falta intensidade e organização. A equipe está sem estrutura tática, marca mal e tem enorme dificuldade para controlar o jogo, independente do adversário. Vencer assim não sustenta campanha nem discurso. E o tempo de alerta é agora. Retrô e Náutico surgem no horizonte como testes de fogo para Marcelo Cabo e seu elenco. Se o Santa Cruz mantiver esse nível de atuação, o resultado pode ser um choque de realidade. Pontuar é importante, mas jogar mal cobra seu preço e costuma chegar rápido.