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Léo Medrado: "Fim da primeira fase do Pernambucano, preparem os corações"

A primeira partida das quartas de final do Pernambucano, entre Retrô e Maguary, acontece nesta quarta-feira (04)

Por Léo Medrado

Campeonato Pernambucano

Fecha o círculo

Os números do Campeonato Pernambucano. Terminou a primeira fase. Vinte e oito jogos. Nenhum zero a zero. Um dado raro. Curiosidades não faltam. O Náutico goleou dois grandes por 4x0: Santa Cruz e Sport. Mas perdeu a invencibilidade justamente para o Retrô. O Retrô, aliás, venceu dois clássicos: 1x0 no Náutico e 1x0 no Santa. Em contrapartida, perdeu para os meninos do Sport.

E o Sport? O discurso mudou rápido. “Agora vamos derrotar os profissionais do Náutico…”. Resultado: 4x0 para o Náutico. Na parte de baixo da tabela ficaram Decisão, Jaguar, Maguary e Vitória. Desses, Maguary e Decisão podem tirar um — ou até dois — favoritos da semifinal.

O Decisão deve sair. O Santa Cruz fez 3x0 logo na segunda rodada, em apenas 20 minutos. Mas o tricolor perdeu o treinador e perdeu o clássico. Se passar duas vezes pelo Decisão, chega forte para encarar o Náutico. E chega com faca nos dentes. A memória dos 4x0 ainda está viva.

Na outra quarta de final, o Retrô é favorito. Mas vale lembrar: quem foi para a semifinal no ano passado? O Maguary. E na fase atual, empataram em 1x1. O Azulão buscou o empate aos 44 minutos do segundo tempo contra o Retrô.

Agora é mata-mata. Possíveis semifinais: Sport x Retrô (ou Maguary) e Náutico x Santa Cruz (ou Decisão). Se os mais fracos não aprontarem, teremos seis jogaços para definir o campeão.

Preparem os corações.

Quem será titular?

Helimes (Hélio/Guilherme) x Roger.

Os técnicos terão oito dias para trabalhar e definir os titulares das semifinais. Tempo curto, decisões grandes.

No Náutico, Hélio e Guilherme vão ajustar setor por setor.
Na defesa, a dúvida é clara: Matheus Silva ou Wanderson.
No meio-campo, a disputa passa por dois caminhos: Samuel e Wenderson ou Auremir e Rafael Carvalho.
No ataque, três opções brigam por espaço: Toró, Todinho ou Felipe Saraiva. E há ainda a possibilidade de nenhum deles começar.
Outra alternativa é mudar o desenho e atuar com Dodô e Juninho juntos, reforçando a criação.

No Sport, as incertezas começam no gol: Halls ou Thiago Couto.
Na defesa, Matheus Alexandre ou Augusto Pucci. Ao lado deles, Ajul ou Benevenuto.
O meio-campo é o setor mais aberto: Zé Gabriel, Yago Felipe ou Marlon disputam espaço. Mas também há a opção por Zé Lucas, Pedro Martins ou Carlos de Pena, dependendo do desenho tático.
Na frente, Roger tende a iniciar com Barletta, Coutinho e Gustavo Maia, mas as três contratações recém-chegadas podem aparecer já no primeiro jogo.

O cenário é esse.
Muitas possibilidades. Poucas certezas.

Quem vai cravar a escalação da primeira partida das semifinais?
Hoje, só os treinadores sabem. Ou não…

Presidente escalou…

… o treinador!

Bruno Rodrigues garante: Fábio Cortez comanda o Santa Cruz nas quartas de final.
Pelo menos, a imprensa (essa imprensa…) ganha um respiro. Nada de especulação diária.
Lisca, Luizinho Vieira, Gustavo Florentín… por ora, todos fora da pauta.

O Santa Cruz vai brigar pelo título estadual.
Faz dez anos que o Arruda não grita “é campeão”.
A torcida está sedenta. Babando, mesmo, para reencontrar o Náutico.
Os 4x0 ainda estão entalados na garganta tricolor.

Mas o clube sabe — o presidente sabe, os dirigentes sabem — que a decisão sobre o treinador é estrutural, não emocional. Errar aqui custa caro.

Então eu pergunto a você, tricolor. Sem paixão. Seja honesto:

No fim de 2026, o que te deixaria mais feliz?
O título pernambucano…
ou a volta do Santa Cruz à Série B?