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Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

O ex-atleta foi internado às pressas em hospital durante esta sexta-feira (17)

Por Diario de Pernambuco e Estadão Conteúdo

Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro

O Brasil perdeu um de seus mais importantes jogadores de basquete. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. O "Mão Santa" estava internado no hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Oscar havia sido levado às pressas ao hospital depois de sofrer um mal-estar em sua casa, em Alphaville. A morte foi confirmada pela família, em comunicado, horas depois da internação. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.

O velório será restrito aos familiares, "em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento", segundo a família do ex-atleta.

 

A causa da morte ainda não foi oficialmente revelada. Nos últimos 15 anos de vida, Oscar enfrentou uma batalha contra um tumor cerebral e e passou por cirurgia recentemente, de acordo com o filho dele, Felipe Schmidt.

Oscar passou 15 anos lutando contra um câncer no cérebro, descoberto em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de dois tumores na região, além de várias sessões de quimioterapia.

Em 2022, ele anunciou a interrupção do tratamento depois de afirmar estar curado da doença. "Eu venci essa batalha", disse ele naquela ocasião.

"Houve um período em que as revistas brasileiras me deram como morto. Só pelo motivo de eu querer ser um bom pai. Não quero ser melhor jogador ou palestrante", afirmou Oscar em entrevista ao Estadão em 2022.

O Mão Santa afirmara que tinha perdido o medo de morrer porque havia ganhado vontade de viver para ficar com a mulher e os filhos.

Oscar era viciado em bombons de chocolates e colecionava selos, segundo contou ao Estadão. Pescar estava entre seus hobbies preferidos.

Pelé era o maior ídolo de Oscar, que também adorava Ayrton Senna e manteve o hábito de falar com Deus, como fazia o piloto, enquanto jogava.

Eu pensei 'eu também falei com Deus'. A concentração é o que há de comum entre nós. Para falar com Deus tem de ser muito concentrado, porque não é qualquer papinho. Por isso, sei que falei com Deus. Eu fazia meus treinamentos concentrado todos os dias da minha carreira e parei de fazer isso quando fui para a Itália. Aí resolvi parar de falar com Deus.

 

RESTRIÇÕES

A recente cirurgia impediu a lenda do basquete de estar no evento em que foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), durante cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio, no início deste mês. Ele foi representado pelo filho na ocasião.

O "Mão Santa" descobriu um câncer no cérebro em 2011 e passou por duas cirurgias para retirada de dois tumores na região, além de várias sessões de quimioterapia. Em 2022, ele anunciou a interrupção do tratamento depois de afirmar estar curado da doença. "Eu venci essa batalha", disse ele naquela ocasião.

Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, Oscar Schmidt também ostenta três títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete (1977, 1983 e 1985). Ídolo da modalidade no Brasil, ele conquistou três bronzes importantes para sua história: no Mundial das Filipinas-1978, Pan de San Juan-1979 e Copa América do México-1989.

Em 2013, Oscar Schmidt foi eternizado no Hall da Fama do basquete, em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos. O Mão Santa jogou por Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de passagens por times da Espanha e da Itália.

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