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Brasil vai crescer acima de 3% em 2022?
Prévia do PIB dispara 1,17% em julho e supera expectativas do mercado. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), subiu 1,17% na passagem de junho para julho, acima da expectativa de crescimento de 0,6%, mostrando que a economia brasileira continua aquecida no 3º trimestre.
O IBC-Br é estimado pelo Banco Central e representa uma prévia do PIB. O dado oficial é divulgado a cada trimestre pelo IBGE, mas o IBC-Br funciona como um importante termômetro para indicar para onde a economia está indo, pois usa as mesmas fontes de dados do IBGE, só que com uma periodicidade mensal.
No acumulado do ano até julho, o IBC-Br teve um crescimento de 2,52%. O PIB divulgado pelo IBGE, por sua vez, apresenta um crescimento de 2,5% no primeiro semestre. Ou seja, outras revisões do IBC-Br podem acontecer, pois o de junho foi revisado de 0,69% para 0,93%.
A expansão de julho ficou igual à registrada em março e foi a maior desde fevereiro de 2021, de 1,89%. Ao analisar a média móvel trimestral, o IBC-Br teve alta de 0,89% no trimestre encerrado em julho, mostrando que não houve desaceleração em relação ao trimestre encerrado em junho.
Por conta disso, o Ministério da Economia revisou o crescimento da economia brasileira para 2,7%, um avanço em relação ao patamar anterior de 2,0%. Essa revisão também foi influenciada pelo resultado do setor de serviços do mês de julho, que registrou crescimento de 1,1% e que representa 70% do PIB.
Certamente novas revisões deverão acontecer, pois o PIB já apresentou um crescimento de 2,5% somente no 1º semestre. Ou seja, para crescer apenas 2,7%, teria que apresentar um desempenho muito fraco no 2º semestre quando, historicamente, é um semestre mais forte que o primeiro por conta do aumento do consumo no final de ano impulsionado pelo décimo terceiro e das festividades da época.