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A verdadeira história do dia internacional da mulher

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A proposta do Dia Internacional da Mulher aconteceu pela primeira vez em 1910, num evento que reuniu mulheres socialistas de todo o mundo, na Dinamarca. Contudo, os primórdios que consagram o dia 8 não se delineiam apenas por esse marco, mas se conectam com uma série de eventos históricos relacionados à luta de mulheres da classe trabalhadora na Rússia, nos Estados Unidos e em países europeus, no início do século 20.  Assim, em 25 de março de 1911, a Triangle Shirtwaist Company pegou fogo, quando havia um ano que o dia internacional de luta das mulheres havia sido proposto. Essa fábrica empregava 600 pessoas, em sua maioria mulheres imigrantes de 13 a 23 anos.  Muitas pessoas não conseguiram escapar, porque várias  portas estavam trancadas, havia muitos tecidos e o chão era de madeira, facilitando a propagação do fogo. Assim, morreram 125 mulheres e 21 homens, causando intensa comoção na sociedade.

No dia 5 de abril houve um grande funeral coletivo, que se transformou numa demonstração trabalhadora, pois mesmo com chuva, 100 mil pessoas acompanharam o enterro. Atualmente, este local onde houve o incêndio, sedia a Universidade de Nova Iorque. A tragédia acabou fortalecendo os sindicatos americanos. Tempos antes, em novembro de 1909, houve uma greve de trabalhadoras da indústria têxtil nova-iorquina, que durou até fevereiro do ano seguinte, conhecida como “o levante das 20 mil”.  A grande lideranca na época foi a ativista ucraniana e judia Clara Lemlich, que tinha 23 anos. Ela participou da diretoria do histórico sindicato International Ladies Garment Workers (União Internacional de Mulheres da Indústria Têxtil), um dos maiores dos EUA e o primeiro do país composto somente apenas por mulheres.
 
No ano anterior, em fevereiro de 1908, mulheres estadunidenses organizaram uma manifestação por melhores condições de trabalho e pelo direito ao voto. A ação foi chamado de "Dia da Mulher". No ano seguinte, elas repetiram a passeata, reunindo mais de duas mil pessoas em Manhattan. O ato, possivelmente, influenciou a proposta de uma data internacional unificada, que acabou sendo aprovada em 1910, em Copenhagen, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas.

Desta forma, o primeiro 8 de março aconteceu internacionalmente pela primeira vez em 1914, na Alemanha, na Suécia e na Rússia. Portanto, atrás da comemoração desta data marcante, há muita luta, dor e glória, onde cada passo foi dado com muita coragem e persistência, resultado de muito suor e lágrimas de mulheres decididas a fazerem do mundo um lugar mais justo e igualitário.


PAIXÃO PELA ENFERMAGEM


 
A enfermeira Amanda Almeida é apaixonada pela profissão. Pós- graduada em Saúde da Mulher e Enfermagem em Dermatologia Estética, trabalhou por cinco anos na rede estadual e há 2 anos exerce sua função numa instituição da rede privada, onde faz parte da Comissão de Pele. Desde o início da carreira, especializou-se em pacientes portadores de lesão. Hoje também trabalha com atendimento em domicílio a pacientes portadores de feridas. Após o expediente no hospital, vai com sua malinha até o(a) paciente no conforto do lar em que ele(a) está e além do tratamento da ferida, ela faz uma avaliação de forma holística, visando toda a condição clínica e sucesso do procedimento.
 
A paixão pela área da saúde foi despertada quando viu o avô dela com uma ferida. Como naquela época ela não sabia como tratar, viu, arrasada, o membro inferior dele ser amputado. Em 2020, entrou em contato com uma mentoria voltada para área de feridas, onde aprendeu muito sobre o assunto.
 
Assim, atualmente ela atende pacientes com todos os tipos de lesões, embora tenha se especializado na área de pós-operatório/cirurgia plástica. Afirma com orgulho: “Hoje posso dizer que sou enfermeira especializada., empreendedora, laserterapeuta, educadora e uma eterna aluna.  Com o meu trabalho, eu ajudo pacientes a ter sua qualidade de vida e bem-estar de volta”. E é desta forma , linda e muito humana, que ela ajuda o mundo a ser um lugar melhor para se viver.
 
 
CELEBRE A MULHER QUE VOCÊ É!



Amanhã, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Grupo Mulheres do Brasil se une à Polícia Militar para distribuir rosas para as mulheres, na praça Derby, Recife-PE, das 7 às 8h. A ação faz parte da campanha “ Celebre a Mulher Arretada que Você É”, organizada pelo Comitê de Combate à Violência à Mulher. A banda da Polícia Militar estará presente e panfletos informativos serão distribuídos para a população.
 
 
BRITES DE ALBUQUERQUE, A MÃE DE PERNAMBUCO



Por volta de 1560, a capitania de Pernambuco tornou-se a maior produtora de cana-de-açúcar do mundo, graças principalmente a Dona Brites de Albuquerque. Em 1535, seu marido Duarte Coelho se instalou na Capitania de Pernambuco e se tornou o primeiro donatário, quando fundou a cidade de Olinda, tendo a missão de difundir a cultura canavieira pela região. Contudo, em 1550, Duarte Coelho, teve que acatar uma solicitação do rei e voltar para Portugal com seus dois filhos. Assim, deixou em Pernambuco sua esposa, dona Brites de Albuquerque, para tocar os negócios da família, administrar a Capitania e expandir a atividade canavieira.
 
Mesmo distante da Corte, em um mundo estranho, cheio de perigos e dominado por figuras masculinas, dona Brites não esmoreceu e sua gestão superou todas as expectavivas: negociou com os indios, abriu novos engenhos, ampliou área de cultivo, incrementou a comercialização do açúcar, ampliou as divisas da Colônia e o faturamento da família, bancando os estudos dos filhos em Portugal. Duarte Coelho morreu em Portugal em 1554 e dona Brites permaneceu em Pernambuco, morrendo em 1584. Era chamada de Capitoa e considerada a mãe de Pernambuco. Sua gestão foi decisiva para que no final do século XVI, nosso País se tornasse o maior produtor e exportador de açúcar do mundo. Portanto, Brites de Albuquerque foi a primeira governadora da capitania de Pernambuco.
 
 
O PRIMEIRO CONFRONTO FEMININO DO BRASIL



Em 1646, mulheres defenderam Pernambuco dos holandeses usando tachos com água fervente e pimenta malagueta esmagada em pilões. A luta foi desigual, pois cerca de 600 holandeses e brasileiros aliados, fortemente armados, saíram da ilha de Itamaracá, para saquear a pequena aldeia de São Lourenço do Tejucupaco, hoje distrito de Goiânia. No local, quase não havia homens para resistir ao ataque, restando apenas uma tropa maltrapilha de mulheres, a maioria agricultoras de origem indígena. Mesmo assim, naquele 24 de abril de 1646, travou-se uma batalha épica, de fortes contra fracos, consagrando a vitória do improvisado exército feminino e a expulsão dos invasores.
 
Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina estavam à frente desse combate. Elas e as companheiras recorreram às poucas armas que haviam e a objetos rústicos, como estrovengas  (roçadeiras), paus e chuços (espécie de lança para catar crustáceos). Tachos com água fervente e pimenta malagueta esmagada em pilões também foram especialmente preparados para a peleja. O alvo eram os olhos do inimigo. Desnorteados pela ardência da mistura e a dor das queimaduras, os soldados caíam estrebuchando nas roças ou na única rua do povoado de 500 habitantes. Foi assim, que essas mulheres, as Guerreiras de TEJUCUPAPO, mudaram a história de Pernambuco.


ROXO, A COR DA IGUALDADE
 


No final do século XIX, quando surgiu  a questão do subconsciente, o azul e o rosa eram associados aos meninos e meninas, respectivamente. Unindo estas duas cores, considerando a mencionada simbologia, surgiria um tom neutro, que seria o roxo, símbolo de ambos os gêneros. Assim, na década de 70, os movimentos feministas adotaram a ideia de que esta síntese representaria a igualdade entre mulheres e homens, tornando o roxinho a cor da sua bandeira, na luta pela igualdade de direitos.


ANA PAES, UMA MULHER A FRENTE DO SEU TEMPO  



Anna Paes Gonçalves de Azevedo, nascida em 1617, teve como dote matrimonial o maior engenho da Várzea do Capibaribe, em Pernambuco, fundado por seu avô Diego Gonçalves. Herdou após a morte do seu primeiro marido Pedro Correia da Silva. Em 1635, assumiu a gerência do engenho de açúcar de sua propriedade em Casa Forte.
 
Participou ativamente da invasão holandesa nas terras pernambucanas, lutando ao lado dos estrangeiros. Linda, falando alemão e flamengo, era muito avançada para a época, competindo com os homens ao lidar com fornecedores de cana, comerciantes, feitores e escravos, tornando seu engenho um dos dez mais produtivos de Pernambuco. Teve vida social intensa na corte de Maurício de Nassau e se casou três vezes, tendo um grande caso de amor entre esses casamentos, com André Vidal  de Negreiros. Morreu no exílio, em 1647, na Holanda, com seu marido Gilbert Witt. Hoje, seu antigo engenho abriga uma bela praça do famoso paisagista Burle Marx.