Festival de Cannes começa nesta terça (12) com cobertura exclusiva do Diario, presente no evento pelo 2º ano consecutivo
Pelo 2º ano consecutivo, o Diario vai à França para cobrir o Festival de Cannes, cuja 79ª edição começa nesta terça (12) e vai até o dia 23 deste mês. O Brasil não entrou na mostra competitiva, mas tem representantes nas mostras paralelas
Um dos eventos mais aguardados pelos cinéfilos do mundo todo, o Festival de Cannes abre sua 79ª edição nesta terça-feira (12), e o Diario estará presente pelo segundo ano consecutivo para uma cobertura exclusiva. Mesmo sem produções brasileiras entre os 22 concorrentes à Palma de Ouro, o evento segue na Riviera Francesa até o dia 23 deste mês, aproximando-se das oito décadas de história em que já reuniu alguns dos nomes mais importantes do cinema contemporâneo. A lista principal incluiu, nos últimos dois anos, “Motel Destino”, do cearense Karim Aïnouz, e “O Agente Secreto”, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, mas 2026 parece ser ano de fomentação para os próximos anos.
Após um ano tão festivo para o cinema brasileiro, o Marché du Film, braço comercial do Festival, será palco de sessões especiais, trocas, conversas e debates sobre oportunidades de produção, lançamento e distribuição, contando com a participação de representantes do nosso país. Entre eles estará Érika Essinger, produtora de projetos em desenvolvimento, que falou ao Diario sobre a importância da presença: “Cannes é uma grande vitrine, a maior de todas, provavelmente, mas o mercado é o que acontece para que um dia os filmes cheguem a esse lugar especial”.
“Fazemos o trabalho ‘invisível’ de estruturar as próximas produções, conhecer possíveis parcerias para os filmes que temos em desenvolvimento, fazer os primeiros contatos. Estar presente um ano depois é essencial, porque agora o mundo inteiro sabe que a gente é um país de cinema”, reforça, deixando claro que muito ainda está por vir.
Apesar de ausente da competição principal, o Brasil também estará bem representado na mostra paralela Quinzena dos Realizadores, dedicada a cineastas com assinaturas cada vez mais ambiciosas. Selton Mello vai representar o filme “La Perra”, dirigido pela chilena Dominga Sotomayor e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, indicado ao Oscar por “Ainda Estou Aqui”. Já a Semana da Crítica, focada em diretores em início de carreira, contará com a estreia do filme “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”, do mexicano Bruno Santamaría Razo, produzido pela britânica radicada em Pernambuco Rachel Daisy, de “O Último Azul”.
PRINCIPAIS ATRAÇÕES
A homenagem do cartaz deste ano é ao clássico "Thelma & Louise”, de Ridley Scott, que completa 35 anos desde sua première no evento, em 1991. Ainda entre as comemorações, o festival celebra nesta terça-feira (12) os 20 anos do lançamento de “O Labirinto do Fauno”, de Guillermo del Toro, que detém até hoje o recorde de filme mais aplaudido da história de Cannes e ganhará uma exibição especial comemorativa. Já o longa escolhido para dar início à programação oficial será a comédia francesa “La Vénus Électrique”, de Pierre Salvadori, em sessão fora da mostra competitiva.
O júri da Competição Principal será presidido pelo cineasta sul-coreano Park Chan-wook, vencedor do prêmio de direção em Cannes por “Decisão de Partir”, em 2022. Na composição estão a atriz norte-americana Demi Moore, a diretora chinesa Chloé Zhao, o ator sueco Stellan Skarsgård, a atriz etíope-irlandesa Ruth Negga, o ator costa-marfinense Isaach De Bankolé, a diretora e roteirista belga Laura Wandel, o cineasta chileno Diego Céspedes e o roteirista britânico Paul Laverty.
Entre os projetos que disputarão a Palma, os mais esperados incluem as estreias do espanhol “Natal Amargo”, de Pedro Almodóvar, “The Man I Love”, de Ira Sachs, e “Paper Tiger”, de James Gray, sendo as duas últimas as únicas produções hollywoodianas selecionadas nesta edição. Também gera curiosidade desde o anúncio “All of a Sudden”, primeiro longa em língua francesa do japonês Ryusuke Hamaguchi, vencedor do Oscar de 2022 por “Drive My Car”.
Alguns cineastas já consagrados com o prêmio máximo da competição estão de volta cercados de expectativa. O romeno Cristian Mungiu, vencedor da edição de 2007 por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, traz agora o drama “Fjord”, enquanto o japonês Hirokazu Koreeda, que levou a Palma em 2018 por “Assunto de Família”, lança neste ano a ficção científica “Sheep in the Box”. Os principais olhares da mídia, porém, parecem voltados para “Hope”, do sul-coreano Na Hong-jin, que promete um mistério fantástico de duração épica.