Exposição que faz panorama do humor na cultura popular entra em cartaz no Recife
Exposição faz um panorama do humor presente nas manifestações das culturas populares e fica em cartaz na Caixa Cultural Recife até 5 de julho
Trazendo um panorama da diversidade da cultura popular nacional, a exposição “O Reinado do Riso” chega à Caixa Cultural Recife nesta terça-feira (5) com um trabalho voltado para a força da comicidade presente nas diferentes festas e brincadeiras do país.
Em cartaz até 5 de julho, com entrada gratuita, a exposição apresenta uma coleção de fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas de madeira, pinturas, textos e fotografias para mostrar como o riso e o brincar ajudam a manter atividades e tradições populares vivas, do carnaval à Folia de Reis, do Bumba Meu Boi ao circo e ao teatro de bonecos, passando ainda pela literatura de cordel e por outras manifestações artísticas.
Resultado do Acordo de Cooperação Técnica entre a Caixa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que visa viabilizar exposições, palestras, eventos educativos e ações inclusivas, a mostra tem curadoria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e foi realizada pela primeira vez em 2012, no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Rio de Janeiro.
O pintor Bajado, o artista Julião das Máscaras — com máscaras representando a La Ursa — e os bonequeiros Silvio Botelho, Mestre Solon (Solon Alves de Mendonça) e Mestre Saúba (Antonio Elias da Silva) estão entre os artistas pernambucanos presentes na mostra, que também destaca fotografias de Maria do Carmo Buarque de Hollanda, que registrou o Carnaval de Olinda de 1986, um dos mais emblemáticos de sua história. Outros nomes presentes são os artistas Neuza Leodóra, Antonio de Oliveira, José Fernandes dos Santos, Manuel Batista, Sebastião Cláudio Borges, Zé do Lode, Abel Teixeira e Bil Bonequeiro.
Na remontagem, com nova expografia, após passar por Brasília, a mostra inaugura no Recife e depois segue em circulação: primeiro na Caixa Cultural de Fortaleza e, na sequência, em Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, até 2028.
Ao colocar em perspectiva a forma como o riso, comum a todas as culturas, ganha distintos significados a partir da variedade cultural de cada lugar, a exposição revela a inteligência contida nesse humor que marca especialmente a população brasileira, demonstrando ainda como o riso pode ser uma poderosa ferramenta de denúncia social, crítica e resistência.