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Cinema São Luiz recebe mostra "As Mulheres de Katia Mesel" neste domingo

Sete filmes da cineasta pernambucana integram a mostra "As Mulheres de Katia Mesel", neste domingo (12), no Cienma São Luiz, destacando o pioneirismo feminino em diversas linguagens artísticas

Por André Guerra

Diretora é pioneira entre as cineastas mulheres pernambucanas

Chega ao Cinema São Luiz, no domingo (12), a partir das 15h30, a mostra “As Mulheres de Katia Mesel”, que resgata sete filmes sobre o universo feminino, sobretudo pernambucano, que compõem o olhar da cineasta pioneira. Com curadoria de Avir Mesel, filho da diretora e fotógrafo de alguns dos filmes, a seleção de obras reflete a diversidade temática, de regiões e de suportes de captação de imagem que, em sua versatilidade estética, enaltece a complexidade e a abrangência das mulheres de modo geral.

Um dos títulos que ganham destaque neste momento é “Sulanca”, de 1986, considerado pela Semana Fashion Revolution o primeiro filme de moda feito no Brasil. O documentário, de 40 minutos, mostra a transformação socioeconômica das mulheres de Santa Cruz do Capibaribe por meio da costura, da venda de roupas e da colaboração. O filme revela a falta de oportunidades e as dificuldades enfrentadas por essas personagens nas confecções e, como resultado, a diretora chegou a receber o título de cidadã de Santa Cruz do Capibaribe.

Outro filme que marcou a carreira da cineasta e estará presente na mostra é o curta documental “Geninha”, feito em vídeo digital em 2008. Registro memorável em que Katia Mesel conversa com a saudosa Geninha da Rosa Borges, conhecida como a Dama do Teatro Pernambucano, a obra expõe o pioneirismo da atriz e seu compromisso com a educação.

As Mulheres de Katia Mesel traz ainda um dos primeiros registros audiovisuais de Lia de Itamaracá, em 1990: o curta “Nas Pancadas das Ondas do Mar”, de apenas 3 minutos. Ainda merendeira de uma escola, ela viria a ganhar o mundo com a música popular e a difundir a cultura pernambucana como um dos maiores nomes do país.

“Todas elas — Lias, Terezas, Rosanas, Geninhas, artesãs, sulanqueiras — transmitem ao público mensagens de luta, de resiliência e de resultados, assim como as outras registradas, mas não exibidas nesta mostra, representam para mim a força inquebrantável de atitudes, convicção e ousadia de acreditar em si própria, a despeito de todas as adversidades”, diz Katia em entrevista ao Diario.