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Guilherme Arantes comemora 50 anos de carreira no Recife após hiato por conta de cirurgia cardíaca

Show da turnê "50 anos-Luz" chega sábado (11) ao Teatro Guararapes, no Grande Recife, para relembrar os clássicos de Guilherme Arantes, que ainda apresentará canções lado B e novas composições

Por Allan Lopes

Aos 72 anos, Guilherme Arantes deixou de encarar a música como obrigação profissional

Em tempos de algoritmos supervalorizados, ‘hitmaker’ virou palavra de efeito. Mas há quem realmente mereça o título. Guilherme Arantes é um desses artistas, com uma carreira que não depende de números de streaming e se conecta à identidade cultural brasileira, sendo imortalizada em novelas que marcaram gerações.

Aos 72 anos, ele apresenta um repertório repleto desses hits no Teatro Guararapes, no sábado (11), às 21h, com a turnê comemorativa '50 Anos-Luz'. Os ingressos disponíveis custam entre R$ 100 e R$ 280 e estão à venda na bilheteria do teatro e no site Ticketmaster.

Em celebração aos seus mais de 50 anos de trajetória, iniciada em 1974 com o único álbum do grupo Moto Perpétuo, Guilherme Arantes promete emocionar com clássicos inesquecíveis, entre eles “Amanhã”, “Planeta Água” e “Cheias de Charme”, e canções lado B.

Além disso, ele apresenta faixas do álbum recém-lançado “Interdimensional”, produzido durante o hiato imposto por uma cirurgia cardíaca, um cateterismo com angioplastia realizado no final de 2024.

Já recuperado, o artista paulistano volta em plena forma após mais de um ano e, depois do show no Guararapes, segue em turnê por mais 13 cidades. Em entrevista concedida ao Diario, ele afirma que deixou de encarar a música como obrigação, passando a vê-la como um hobby.

“Eu não tenho como recriar as condições dos anos 1980. Não tem como. Então eu vou mais pelo meu prazer de fazer as músicas e refletir aquilo que eu sinto hoje na minha vida”, declara Guilherme. “A sensação é que eu estou começando do zero”, completa.

Ao olhar para trás, o cantor identifica na forma de consumir música uma das principais mudanças: “Havia um público jovem sedento de linguagens que traduzissem aquela época”, diz. O que ele fez, porém, outros artistas tampouco devem repetir, ao embalar trilhas sonoras para produções como “Dancin’ Days”, “Mandala” e “Vamp”, algo que o modelo atual da televisão torna cada vez mais raro. "A gente estava inserido naquele momento, compondo para uma dramaturgia que também vivia seu auge. Essa soma de fatores faz daquela época algo irrepetível”, destaca.