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Diario de Pernambuco fictício noticiou o destino final de Armando, em "O Agente Secreto"

Desde que entrou no catálogo da Netflix, espectadores de "O Agente Secreto" conseguiram pausar as cenas em que aparecem as reportagens da versão fictícia do Diario de Pernambuco. Em uma delas, o destino final de Armando é revelado

Por Allan Lopes

Diario de Pernambuco é parte da iconografia marcante do filme 'O Agente Secreto'

Desde que entrou no catálogo da Netflix, no último sábado (7), “O Agente Secreto” ganhou uma nova camada de apreciação. Com a liberdade de pausar, os fãs esmiúçam cada frame à procura de pistas visuais e referências antes imperceptíveis. Um dos achados mais intrigantes está em uma matéria fictícia publicada pelo Diario de Pernambuco, que atravessa a narrativa do longa de forma recorrente. Por breves segundos, o texto surge na tela da personagem Flávia (Laura Lufesi) e entrega ao público informações adicionais sobre a morte de Armando (Wagner Moura).

O crime, tratado como uma emboscada, ocorreu no pátio do Edifício Ofir, na Zona Norte do Recife, cujo local no filme era o ponto de encontro para perseguidos políticos. “Um pesquisador recém-chegado à capital pernambucana foi morto com quatro tiros, depois de ser seguido do trabalho até o local, onde residia há apenas uma semana. O pátio do prédio virou um rio de sangue”, diz o texto, assinado pelo jornalista Cleodon Coelho.

As declarações do delegado Marcos Porto, que estava à frente do caso, aparecem em seguida. De acordo com ele, Armando estava envolvido em corrupção e que o assassinato tem todas as marcas de uma queima de arquivo. "Veio para cá fugido. Desviava recursos dos órgãos públicos destinados a pesquisas", comentou. A matéria descreve a comoção no prédio, com moradores observando a cena de suas janelas, mas o delegado não hesitou em apontar a responsabilidade da vítima: "Esse aí não valia muita coisa não”.

A versão da polícia é contestada por dona Sebastiana (Tânia Maria), a administradora do Edifício Ofir que conquistou o público como aliada de Armando. “Ele era um bom homem, tenho certeza. Essa história de corrupção não pode ser verdade”, rebateu. “Ele veio para cá para começar uma nova vida, perto do filho”, completou a idosa.

 
 
 
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As últimas linhas trazem o depoimento de uma fonte anônima, identificada apenas como "colega da repartição", que implorou para não ter o nome revelado. Ela descreve os poucos dias em que conviveu com Armando. “Ele estava o tempo todo desconfiado, de cara amarrada, não queria muito papo”, relatou. Pelas características, acredita-se que a fonte seja Elizângela (Geanne Albuquerque), a secretária do órgão que flertou com Armando e o ajudou a passar despercebido enquanto escapava do assassino.

Ao final, o leitor descobre mais sobre a trajetória de Armando, como o fato de ser viúvo de Fátima (Alice Carvalho) e pai de um menino. “Antes de viver em Brasília, Armando – que era natural de Pernambuco – foi pesquisador do departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Pernambuco. A reportagem apurou que ele era viúvo e tinha um filho, Fernando, de 8 anos, que vive com os avós maternos também na Zona Norte do Recife”, conclui o texto.