Agremiações de frevo indicam que posicionamento dos ambulantes precisa de planejamento da Prefeitura de Olinda
Elefante de Olinda observa que agentes de controle urbano podem contribuir mais com os cortejos de frevo
Para os blocos de Olinda, os impasses durante o carnaval não se restringem às baterias de samba. Eles destacam também a falta de fiscalização que rege o posicionamento dos ambulantes, os quais ficam instalados no meio do percurso.
A questão tornou-se ainda mais crítica nas prévias das últimas semanas, diante de uma atuação mais limitada dos órgãos de controle urbano em comparação com o calendário momesco oficial, que começa nesta quinta-feira (12).
A situação foi vivenciada por foliões e agremiações tradicionais do carnaval pernambucano, a exemplo do consagrado Clube Elefante de Olinda. “Os ambulantes tentam vender no meio do desfile e acabam criando uma barreira física. Isso atrasa a passagem e deixa todo mundo preso no local”, conta Bruno Firmino, diretor do bloco, em entrevista ao Diario. A prefeitura informou que cerca de 1.200 profissionais se cadastraram para atuar no período da folia, o que, em tese, deve aumentar a previsibilidade do fluxo.
Firmino observa que, ainda que os incidentes sejam dispersos, é muito raro ver agentes de controle urbano atuando. “Quando estão presentes, costumam ficar parados em pontos fixos, resolvendo questões pontuais. Não há um olhar contínuo, nem um acompanhamento efetivo ao longo do desfile”, relata.
O diretor do Elefante de Olinda defende que a culpa pela desorganização não é dos ambulantes, e sim da falta de um planejamento adequado. “Esses trabalhadores são parte essencial da dinâmica das prévias e do carnaval. Portanto, precisam ser considerados no planejamento geral, e devem receber um plano de ordenamento que os posicione nos lugares apropriados”, diz.