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Carta oficial da 29ª Mostra de Tiradentes reforça compromisso do evento com o setor audiovisual

Com a realização do 4º Fórum de Tiradentes, a Mostra destaca a importância da regulamentação do streaming e reafirma seu compromisso de fortalecer o setor cinematográfico no país

Por André Guerra

Uma das principais características da Mostra de Cinema de Tiradentes é a sua autonomia como ativador de temáticas que urgem dentro do setor audiovisual. Os festivais brasileiros, sobretudo nesse contexto de evidência internacional inédita de filmes como "Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto", vêm reafirmando esse espaço de valorização da força do cinema nacional para que, para além de celebrar essas grandes conquistas, consigamos encontrar formas de consolidar a permanência desse sucesso para além de casos isolados.

Em sua 29ª edição, portanto, a Mostra de Tiradentes amplia esse potencial político do evento que marca o início do calendário de festivais de cinema. Com a publicação da tradicional Carta de Tiradentes, o evento elenca uma série de tópicos que devem se tornar centrais no debate cinematográfico, especialmente no retorno às atividades do Congresso neste mês de fevereiro.

O tópico principal trazido na carta diz respeito á regulamentação do das plataformas de VoD. Diz o texto, em seu primeiro item:

"Aprovar a regulação do streaming no Congresso Nacional, assegurando a criação da Condecine-Streaming, fortalecendoo Fundo Setorial do Audiovisual e protegendo os conceitos legais de agentes e conteúdos brasileiros independentes. Defende-se também a manutenção da Condecine-Remessa; a garantia de cotas para obras brasileiras independentes, com proeminência e visibilidade nos catálogos; e a previsão de janela mínima entre o lançamento comercial em salas de cinema e a disponibilização nas plataformas digitais.

Entre os outros assuntos destacados na carta, estão, por exemplo, a importância da ampliação de públicos para o audiovisual brasileiro, o aprimoramento da governança e participação social, a aprovação de marcos legais no Congresso Nacional, o aprimoramento das políticas de fomento direto, o foco na continuidade e ampliação do processo de internacionalização e ainda a garantia da circulação das obras brasileiras.

Escrita no início do ano eleitoral de 2026 e assinada pela coordenação do 4º Fórum de Tiradentes, a carta desta edição da Mostra é um chamado para que "sejam finalizados e protegidos os processos regulatórios e institucionais para que se evite brechas e vulnerabilidades administrativas". O texto clama às candidaturas e futuros mandatos que observem a agenda proposta para um plano de governo comprometido com o fortalecimento de políticas públicas que valorizem a visibilidade do país promovida pela tela grande.

Debora Ivanov, Mário Borgneth e a coordenadora geral da Mostra de Cinema de Tiradentes, Raquel Hallak assinam a carta.