° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

Hit do verão: "Jetski" teve ponto de partida no Recife, revela Pedro Sampaio ao Diario

Considerado até agora o hit do verão de 2026, a música "Jetski", de Pedro Sampaio, Melody e MC Meno K, começou a ser produzida no Recife.

Por Camila Estephania

Melody, Pedro Sampaio e MC Meno K durante as gravações do clipe de "Jetski".

Antes mesmo deste ano começar, a internet já parecia ter cravado que o hit do verão de 2026 seria “Jetski”, de Pedro Sampaio, em parceria com Melody e MC Meno K. Atualmente ocupando o top 2 do Spotify, a música foi lançada em dezembro de 2025 e ainda segue crescendo nas ruas e nas redes sociais, onde milhares de brasileiros tentam reproduzir sua coreografia. O que poucos sabem é que o ponto de partida desse jetski acontece no Recife, onde Pedro Sampaio veio buscar inspiração para criar a canção.

“Passei uma semana em Recife com vários outros compositores e me deixei contaminar pela cidade. Recife tem uma cena musical muito rica, muito rítmica, com uma identidade muito forte, e isso entra naturalmente no processo criativo”, revelou o produtor, em entrevista ao Diario. De acordo com o artista, ele já está acostumado a fazer campings criativos e se isolar em lugares que acredita que podem ser inspiradores, como é o caso da capital pernambucana.

A aposta na cidade já tem histórico. Desde que fez o brega funk “Sentadão” por aqui, em 2019, com os pernambucanos Felipe Original e JS O Mão de Ouro, o carioca sabe que o Recife é um terreno fértil para a produção musical do pop contemporâneo. Não é à toa que a música em questão revelou o artista para todo o Brasil e foi o grande sucesso do verão de 2020, mesma façanha que “Jetski” está repetindo seis anos depois.

“Minha relação com o Recife é muito especial. ‘Sentadão’ nasceu aí e mudou completamente a minha vida”, relembra. “Sempre que posso, tento manter essa conexão criativa, buscar referências, me aproximar dos artistas e da cultura local”, continua. A julgar pelo novo sucesso, é possível perceber que a cultura urbana da cidade, de fato, deixa rastros no trabalho do músico.

Recursos sonoros inusitados, como barulhos que parecem reforçar o sentido da letra, desde sons de chicote e de palmas, são comuns na cena do brega funk e acabam sendo muito bem explorados também em “Jetski”. Nessa última, é possível ouvir também sons de motor, golfinho e maré, abrindo a brecha para passos de dança que possam brincar com o universo marítimo do verão.

“Isso vem muito da minha vontade de criar uma experiência sonora mais visual e divertida. A música pop hoje permite brincar mais com esses elementos, mas isso também tem muito da cultura do funk e da música da pista, onde esses sons ajudam a criar impacto e identidade. Eu gosto de provocar sensações com o som”, explica.

Revelação

Além disso, a batida swingada que se popularizou com a cena musical recifense também ganhou um verniz pop ao longo dos anos, contribuindo para a criação de bases dançantes como a de “Jetski”. Porém, certamente, grande parte do sucesso da música vem sendo atribuída, especialmente, à participação da cantora carioca Melody.

Aos 18 anos de idade, a artista já tem uma década de carreira, tendo começado a se destacar na mídia ainda criança por conta dos falsetes inspirados na cantora norte-americana Mariah Carey. De lá, para cá, ela chegou a emplacar alguns sucessos, como “Assalto Perigoso”, “Pipoco” (em parceria com Ana Castela) e “Desliza” (com Léo Santana), mas somente com a performance em “Jetski” é que a cantora vem sendo amplamente reconhecida como nova estrela pop do Brasil.

“Eu sabia que a Melody tinha a cara dessa música desde o início. A voz dela tem muita personalidade e combina muito com o refrão”, avalia Sampaio. “Eu também já tinha uma certa noção do desejo do público de vê-la como artista pop, no figurino, na coreografia, e ela brilhou demais”, elogia.

Ainda na onda que leva “Jetski” até o topo das paradas, o músico planeja fazer o maior #CarnaSampaio da história. O projeto de carnaval do cantor veio ao Recife em 2025, mas, neste ano, ainda não tem nenhuma data confirmada na cidade. Depois do período momesco, o produtor adianta que vai se dedicar mais à carreira internacional. “Isso vem acontecendo aos poucos, passo a passo, de forma muito consciente, então podem esperar novidades nesse sentido”, promete.