Documentário sobre o Elefante de Olinda retrata força do Carnaval de Olinda nas telonas
Filme 'Elefante Encarnado', dirigido por Juliana Beltrão, será exibido pela primeira vez neste sábado (17), às 29h, no Mercado da Ribeira, em Olinda
A tradição do frevo demonstra cada vez mais a sua força nas telas do cinema — e o documentário 'Elefante Encarnado' é mais um capítulo dessa história. O longa, dirigido por Juliana Beltrão, ganhará uma sessão especial de pré-estreia hoje, às 19h, no Mercado da Ribeira. A cineasta, também responsável pela produção, tem uma relação afetiva com o bloco desde muito cedo e queria não apenas resgatar imagens icônicas dessa tradição, mas também mostrar a folia contemporânea.
Buscando prestigiar a comunidade e os apaixonados pelo Elefante, o filme mergulha na atmosfera que perdura por tantas décadas e, por meio de entrevistas com integrantes da diretoria atual, compositores e desfilantes de anos anteriores, mescla depoimentos com a energia sobretudo dos dois últimos desfiles. As falas foram registradas justamente no período pré-carnavalesco de 2025, enquanto os ânimos estavam à flor da pele, à espera das festividades.
O desfile de aniversário do Elefante, comemorado no dia 12 de fevereiro, está entre os eventos importantes retratados no filme, que acompanhou todo o ciclo para conseguir registrar também as fantasias isoladamente no período pós-carnaval.
Em entrevista ao Diario, a diretora destaca o quanto esse projeto é pessoal para ela. “Eu sou mãe e minha filha nasceu em um domingo de carnaval, o que é muito simbólico para mim. Queria que as crianças e todas as gerações futuras tivessem contato com esse registro, que, às vezes, sinto ser um pouco escanteado conforme o tempo passa”, afirma.
Juliana, que trabalhou recentemente em uma produção de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux que ainda não ganhou a luz do dia, ressalta a coincidência feliz de 'Elefante Encarnado' estar chegando ao público ao mesmo tempo em que o frevo e o cinema pernambucano conquistam espaço em Hollywood com 'O Agente Secreto'. “É muito importante para a nossa cultura que o frevo ganhe esses holofotes. São registros históricos que não podem jamais se perder, e é incrível ver cineastas trazendo-os de volta ao centro da conversa de diferentes formas”, conclui.