Segunda pessoa mais velha do Brasil, pernambucana completa 115 anos cercada pela família
Natural de Moreno e moradora de Jaboatão dos Guararapes, pernambucana Beatriz Ferreira Duarte completa 115 anos de vida neste domingo (21)
Moradora de Jaboatão dos Guararapes, Beatriz Ferreira Duarte celebra 115 anos de vida neste domingo (21). Nascida em 21 de junho de 1911, em Moreno, ela é a segunda pessoa mais velha do Brasil e a sexta do mundo, de acordo com a organização internacional LongeviQuest, que valida registros de pessoas que ultrapassam os 110 anos de vida.
Dona de casa durante toda a vida, Beatriz construiu uma grande família. Teve oito filhos, dos quais três seguem vivos, sete netos, 12 bisnetos e uma tataraneta. "E está vindo outro tataraneto, mas, se brincar, minha mãe tem mais saúde do que ele", brinca a aposentada Bernardete Duarte, de 70 anos de idade, que é filha de Beatriz.
Ela conta que a comemoração deste domingo conta com a presença de todos os filhos e netos da matriarca. "Eu me sinto a pessoa mais privilegiada do mundo. Ela sempre iluminou nosso caminho com a fé que tinha em Deus. A família Duarte tem uma bênção muito grande por ter convivido tanto tempo com ela", afirma.
Para Bernardete, o segredo para a longevidade da mãe está na tranquilidade com que sempre conduziu a vida. "Ela nunca foi uma pessoa desesperada. Sempre manteve a calma diante de todas as situações. Dizia que devemos viver o dia de hoje, porque o amanhã pertence a Deus", lembra.
Católica praticante, Beatriz costumava dizer que chegou aos 100 anos por ter sido obediente aos pais e por manter a fé. A alimentação saudável e a vida no campo durante a juventude no sítio de Macujé, na Zona Rural de Jaboatão, também são apontadas pela família como fatores importantes.
"Minha mãe não faz uso contínuo de nenhum medicação e a gente só faz os exames anuais para gastar dinheiro, porque nunca apontam nada. Fazia corrida até os 104 anos de idade e gostava de nadar", conta Bernardete.
Atualmente, Beatriz mora com a filha Dulce e conta com o auxílio de uma cuidadora. Apesar da tranquilidade costumeira, costuma perder a paciência na hora do banho e de deixar sua poltrona favorita, que pertenceu ao esposo, falecido no início dos anos 1990.
"Hoje em dia ela está diferente, fala pouco, mas em alguns momentos a gente vê que ela entende sim as coisas. Quando ela passa pela cadeira dela e vê minha irmã sentada, manda ela sair", diverte-se Bernadete.
Conhecida entre os familiares como uma mulher de muita disposição e coragem, Beatriz costumava dizer que "ninguém fica para semente". Sua fé sempre a ajudou a atravessar os momentos de luto e perdas durante 115 anos de vida.
"Nunca vi minha mãe perder o controle ou agir com desespero. A maior lembrança que tenho dela é essa fortaleza e essa calma para enfrentar tudo. Chegar à minha idade com minha mãe viva é uma benção", destaca a filha.