Empresas de Pernambuco são alvos de megaoperação da PF em 12 estados do país
Megaoperação da PF mira organização criminosa especializada em contrabando de cigarros, em importação ilegal de agrotóxicos, em falsificação de documentos e de placas veiculares, em lavagem de dinheiro e em corrupção de servidores públicos
Em ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal do Brasil, a Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (9), as operações Sicarius I e Sicarius II.
O objetivo é desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros, em importação ilegal de agrotóxicos, em falsificação de documentos e de placas veiculares, em lavagem de dinheiro e em corrupção de servidores públicos.
Pernambuco está entre os estados onde foram cumpridos 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos fiscais em desfavor de empresas com suspeita de envolvimento com a quadrilha.
Os outros estados são: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Alagoas.
A 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra-PR expediu também 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias, 5 ordens judiciais de cancelamento de CPFs e 7 ordens judiciais de cancelamento de CNPJs.
Medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Guaíra-PR, Mandirituba-PR, Piraquara-PR, Fazenda Rio Grande-PR, Cascavel-PR, Ubiratã-PR, Londrina-PR, Maringá-PR, Cianorte-PR, Umuarama-PR, Praia Grande-SP, Canelinha-SC, Imaruí-SC, Não-Me-Toque-RS, Nova Andradina-MS, Maracaju-MS, Mundo Novo-MS, Eldorado-MS, Jandaia-GO e Belém-PA.
Também foram autorizadas medidas voltadas à cooperação jurídica internacional, destinadas ao aprofundamento das investigações e à identificação de ativos, de pessoas e de estruturas criminosas eventualmente localizadas no exterior.
As investigações da PF apontam que o grupo criminoso possuía uma estrutura com divisão de funções e com atuação em diversos estados da federação, mediante empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas.