Um homem morre e outro fica ferido em ação da PM na Praça do Derby, no Recife
Segundo a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), a corporação estava atuando em uma ocorrência de desordem envolvendo pessoas em situação de rua, na Praça do Derby, no Recife, quando o efetivo foi agredido e precisou fazer o uso de "medida defensiva"
Uma pessoa em situação de rua morreu e outra ficou ferida durante uma intervenção policial na Praça do Derby, no Recife, no domingo (26). Na atuação, um policial militar atingiu duas vítimas com um tiro. Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) afirmou que a ação foi uma “medida defensiva necessária para conter a situação”.
De acordo com nota da PM, um efetivo foi acionado para intervir em uma ocorrência de desordem em via pública na praça. A corporação afirma, ainda, que houve resistência e que os policiais foram agredidos.
Duas testemunhas teriam relatado que houve tentativa de subtração da arma de um dos agentes, ainda conforme as informações repassadas pela PM.
“A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, onde os policiais militares que atenderam à ação foram ouvidos na 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), juntamente com duas testemunhas, que relataram as hostilidades e a tentativa de subtração da arma de um dos agentes”, diz trecho do texto divulgado.
A vítima morta ainda não foi identificada, segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), enquanto a pessoa ferida foi um homem de 47 anos, afirmou a corporação. Ele não teve identidade revelada.
Procedimento
A PM informou, ainda, que instaurou procedimento administrativo para análise da atuação do efetivo. O policial que efetuou os disparos não foi afastado, conforme apurou o Diario de Pernambuco.
Por fim, a corporação destacou que a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) também instaurou procedimento preliminar para acompanhamento do caso e verificação de eventual repercussão disciplinar.
O que diz a Polícia Civil
Mediante nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) confirmou o registro do caso por meio da Central de Plantões da Capital como lesão corporal decorrente de intervenção policial e como morte por intervenção legal de agente do Estado.
“As investigações foram iniciadas e seguem em andamento, sob a responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios (DPH)”, acrescenta a nota.