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CPRH cobra relatório do Aeroporto do Recife após suspeita de vazamento de óleo no Ipsep

Fiscalização em canal no bairro não encontrou presença de combustível. Terminal tem oito dias para apresentar medidas adotadas

Por Diario de Pernambuco

CPRH faz vistoria no canal do Ipsep

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) intimou o Aeroporto Internacional do Recife a apresentar, em até oito dias corridos, um relatório com as medidas adotadas após moradores denunciarem um possível vazamento de óleo de aviação em um canal na Rua Tenente Portela, no bairro do Ipsep, na Zona Sul da capital.

A vistoria foi realizada no fim da manhã de terça-feira (28). Segundo a CPRH, a equipe identificou apenas um leve odor no local, mas não encontrou presença de óleo no canal. Em seguida, os fiscais foram até o aeroporto para verificar a existência de vestígios do produto, o que também não foi constatado.

De acordo com a chefe do setor de Fiscalização Industrial e de Emergência da CPRH, Graça Cruz, havia material de contenção tanto no canal quanto no aeroporto, mas sem sinais de vazamento.

“Tanto no canal como no Aeroporto foi verificado material de contenção, mas os locais não estavam com sinais de óleo. Diante disso, a CPRH emitiu uma intimação para que o Aeroporto apresente, no prazo de até oito dias corridos, um relatório das ações tomadas diante do fato,” comentou a chefe do setor de Fiscalização Industrial e de Emergência da CPRH, Graça Cruz.

Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Aena informou que "ao identificar o escape de combustível de um caminhão de uma empresa de abastecimento, o Aeroporto Internacional do Recife imediatamente ativou o plano de contenção do material, com a instalação de mantas absorventes no local afetado. Foi feita comunicação sobre a ocorrência à Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) e à empresa que gere o fornecimento de combustíveis, questionando a última sobre a ocorrência e solicitando a adoção das medidas mitigadoras necessárias."

Vazamento 

O caso ocorre meses após um vazamento de combustível registrado no entorno do complexo aeroportuário, em novembro de 2025, que resultou em autuações aplicadas pela agência ambiental.

No início deste ano, a CPRH multou a Aena Brasil, concessionária que administra o Aeroporto Internacional do Recife, em R$ 500 mil, e a Rayzen Combustíveis em R$ 250 mil.

Segundo o auto de infração, a Aena foi responsabilizada pelo lançamento de querosene de aviação nas galerias de águas pluviais durante vários dias, com vazamento para o Canal da Malária, causando poluição hídrica e transtornos para moradores da região.

A Rayzen, fornecedora de combustível para as aeronaves, foi apontada como corresponsável pelo lançamento do produto nas galerias pluviais no pátio do aeroporto. A Aena recorreu da autuação e o processo segue em julgamento.