Recife ganha novo megamural de homenagem ao Maracatu
O novo megamural do Recife entitulado "Meu Maracatu Pesa uma Tonelada", é uma obra da artista pernambucana Ranne Skull, referência nacional no graffiti. A obra está instalada na empena do Edifício Sion, na Avenida Conde da Boa Vista, no centro da capital
Quem transita pela Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, já pode perceber uma novidade na paisagem urbanda local. O horizonte ganhou cores, formas e significados com o novo megamural “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada”, uma obra da artista pernambucana Ranne Skull, referência nacional no graffiti.
A arte, instalada na empena do Edifício Sion, presta tributo à Mestra Joana (Iyakekerê Mãe Joana da Oxum), do Maracatu Encanto do Pina e idealizadora do Movimento Baque Mulher, primeira mulher a se tornar mestra de uma nação de maracatu.
Com 304,20 m², o mural se destaca pela escala e pela inovação tecnológica: Ranne Skull é a primeira artista do Nordeste a utilizar óculos de realidade virtual para pintar uma empena. Além disso, a obra conta com projeções para óculos 3D, para ampliar a experiência do público, segundo a Prefeitura do Recife.
Inspiração
Inspirado no refrão da música homônima, o mural estabelece um paralelo entre a força da cultura popular e a emancipação do povo negro, destaca a gestão.
A imagem monumental retrata uma mulher negra acompanhada de alfaias e correntes sendo quebradas, símbolos da luta contra o racismo e da conquista de espaço na cultura popular.
Megamurais do Recife
O mural de Ranne Skull se soma a outras intervenções no coração do Recife. Entre os megamurais que já fazem parte da paisagem recifense estão: “Nossa Rainha já se Coroou”, de Nathê Ferreira e Fany Lima, que celebra o maracatu nação e o protagonismo de mulheres negras, “Recife Meu Amor”, assinado por Marquinhos ATG, dedicado às manifestações cult-rais pernambucanas.
Outros murais que também compõem o circuito artísticos: “O Som Nasce na Semente”, de Yony Seres e Priscila Avelin, que aborda a relação entre música e natureza, “Nanã de Naná”, de Manoel Quitério, que presta tributo ao legado do percussionista Naná Vasconcelos.