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Suspeitos de ameaçar youtuber Felca são julgados nesta quinta (23) em Olinda, no Grande Recife

Presos desde o dia 25 de agosto do ano passado, Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, e Paulo Vinícius Oliveira Barbosa, de 21, são suspeitos de ameaçar o youtuber Felipe Bressanim, mais conhecido como Felca. Eles são julgados nesta quinta (23) em Olinda, no Grande Recife

Por Nicolle Gomes

Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos (à direita) foi preso em 25 de agosto do ano passado

Os dois suspeitos de ameaçar o youtuber Felipe Bressanim, mais conhecido como Felca, são julgados na manhã desta quinta (23), na 3ª Vara Criminal de Olinda, no Grande Recife. Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, e Paulo Vinícius Oliveira Barbosa, de 21, estão presos desde o dia 25 de agosto do ano passado, e ambos negam o crime.

Na audiência de instrução e julgamento de hoje, está programada a ouvida de nove testemunhas, sendo quatro de acusação e cinco de defesa.

Os dois réus poderão também ser interrogados, em caso do comparecimento de todas as testemunhas, segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Em caso da ausência de uma das testemunhas importantes, a instrução poderá ser prorrogada, de acordo com o TJPE.

Relembre

Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, preso em Olinda, no Grande Recife, no dia 25 de agosto do ano passado, é investigado por supostamente liderar uma organização criminosa digital envolvida em ameaças, extorsões, estelionatos e invasões de dispositivos para falsificação de documentos públicos.

Ele foi identificado como um dos autores das ameaças ao youtuber Felca e foi alvo de mandado de prisão temporária. No momento da ação, ele estava com Paulo Vinicius, 21, que foi autuado em flagrante por supostamente invadir um sistema da Secretaria de Defesa Social (SDS) durante a operação.

A investigação teve início após uma psicóloga, que participou de um vídeo do youtuber Felca, receber ameaças de morte por e-mail e WhatsApp. Pelo menos uma das mensagens teria sido enviada por Cayo Lucas, que usava os codinomes “LUCIFAGE ou “f4LLEN”. A constatação foi feita pelo Núcleo de Observação de Análise Digital (NOAD), da Secretaria de Segurança Pública (SSP) paulista, responsável pelo inquérito.

Os investigadores afirmam que o suspeito seria “detentor de conhecimento técnico especializado” e ocuparia uma função “proeminente” em uma organização criminosa, chamada “Country”, que é descrita como “complexa e perigosa”.

Esse grupo estaria por trás de invasões a sistemas governamentais, falsificação de documentos públicos e inserção fraudulenta de mandados de prisão no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Outros crimes praticados seriam estelionato, extorsão, comercialização de dados sigilosos e induzimento à automutilação.

Conforme revelou o Diario, Cayo Lucas admitiu, em depoimento, ataques a sites governamentais e disse que cobrava R$ 15 mil para emitir alvará de soltura falso e até invadia login e e-mail de juízes para autenticar os documentos. Segundo ele, o faturamento com os crimes seria de mais de R$ 500 mil. No entanto, ele negou participação nas ameaças contra Felca.

À época, a mãe de Paulo Vinícius disse ao Diario que o jovem trabalha como porteiro em uma igreja em Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife, e não tem nenhuma relação com as acusações contra Cayo.