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Filhote de tubarão é flagrado com anzol preso ao corpo em Noronha

Resíduo de pesca pode causar ferimentos e ameaça espécies em área de berçário

Por Diario de Pernambuco

Tubarão fica preso em anzol em Noronha

Um filhote de tubarão-limão foi flagrado por pesquisadores nadando enquanto arrastava um bolo de algas preso a uma linha, possivelmente fixada por um anzol na boca do animal, na Praia do Porto, em Fernando de Noronha. A área é considerada um dos principais berçários da espécie no Atlântico Sul.

O caso foi registrado durante atividades de monitoramento do Projeto Tubarões e Raias de Noronha, que acompanha a população de tubarões e raias no arquipélago, em parceria com o Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).

Linhas de pesca, anzóis e outros materiais abandonados no mar representam risco para diversas espécies. Esses resíduos podem provocar ferimentos, dificultar a alimentação e comprometer a locomoção dos animais, além de aumentar o risco de infecções e até levar à morte. No caso de filhotes, que são mais vulneráveis, as consequências podem ser ainda mais graves.

O tubarão-limão é uma espécie comum em áreas costeiras tropicais e subtropicais, conhecida por utilizar regiões rasas como berçário natural para o desenvolvimento dos filhotes. Esses ambientes oferecem maior proteção contra predadores, mas também acabam sendo mais expostos à presença humana, o que aumenta os riscos de interação com atividades como a pesca.

Além de desempenharem um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, os tubarões são considerados indicadores da saúde ambiental dos oceanos. 

Nesta sexta-feira (17), o Projeto Tubarões e Raias de Noronha divulgou que capturou e passou a monitorar novos 14 tubarões-bico-fino, além de outros dois que já estão sendo acompanhados.