"Ela dizia que só sairia morta ou com uma casa", relata filha de vítima de desabamento no Recife
Emocionada e chorando muito, Layla, de 25 anos, a filha de Simone Maria de Oliveira, de 53 anos, uma das mortas na tragédia, concedeu entrevista ao Diario, neta quarta (8), na frente do casarão da comunidade do PIlar
Dois dias depois da tragédia do Pilar, no Centro do Recife, moradores e familiares das vítimas estiveram, nesta quarta (8), na área do casarão que desabou, na noite de segunda (6), e deixou dois mortos e dois feridos.
Os moradores acomoanharam a vistoria da defesa Civil do Recife, que determinou a retirada das pessoas que ainda ficaram na área.
Emocionada e chorando muito, Layla, de 25 anos, a filha de Simone Maria de Oliveira, de 53 anos, uma das mortas na tragédia, concedeu entrevista ao Diario e desabafou: “Eu preciso da minha mãe. O que vou fazer sem ela”.
Simone e o companheiro dela Fabiano Lourenço de Araújo, de 45 anos, moravam em um dos 17 imóveis que ficam na área do casarão, ocupado mesmo com a determinação da Justiça de desocupação.
Além deles, ficaram feridos Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidclei de Oliveira, de 29 anos.
Na entrevista, Layla contou que na noite de segunda estava dormindo quando o celular começou a tocar muito.
“Depois de um tempo, atendi, me disseram que minha mãe tinha morrido. Ela era tudo para mi. Não acredito,”, afirmou, caindo no choro.
A mulher disse, ainda, que a mãe morava na área do Pilar há muito anos. “Ela dizia que só sairia dali morta ou quando ganhasse uma casa dela. Não merecia morrer assim, Todo mundo gostava dela”, declarou.