Escola onde aconteceu ataque em Barreiros anuncia volta às aulas com atividades de acolhimento
Estudantes feridas apresentam melhora, e unidade prepara retorno com apoio emocional e participação das famílias
A direção da Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Zona da Mata Sul, anunciou que as aulas serão retomadas nesta quarta-feira (18), após o ataque com faca ocorrido dentro da unidade na manhã da última segunda-feira (16). Em comunicado enviado aos pais e responsáveis nesta terça-feira (17), a escola informou que o retorno será marcado por atividades de acolhimento e escuta para os alunos e equipe pedagógica.
De acordo com a nota, duas das três alunas feridas já estão bem, enquanto a terceira segue internada em estado estável e consciente no Hospital da Restauração, no Recife, acompanhada pelos pais. A direção destacou que todas as providências foram adotadas imediatamente após o ocorrido e que a escola continuará monitorando a situação com habilidade.
O comunicado também detalha como será o retorno das atividades. Nesta quarta-feira, alunos e familiares participarão de ações voltadas ao fortalecimento emocional e reconstrução do ambiente escolar. Pais de estudantes do 6º e 7º anos poderão acompanhar os filhos durante as atividades, enquanto responsáveis por alunos do 8º e 9º anos foram convidados para um momento de acolhimento programado para quinta-feira (19).
As atividades ocorrerão das 7h às 11h e terão como foco o diálogo, a escuta ativa e a reconstrução da confiança entre escola e comunidade.
O caso que motivou a suspensão das aulas aconteceu pouco antes das 7h30 da segunda-feira (16), quando um adolescente de 14 anos atacou três colegas com golpes de faca dentro da escola, localizada no bairro dos Lotes. As vítimas foram socorridas inicialmente para o Hospital Jailton Messias de Souza Albuquerque, em Barreiros, e, devido à gravidade de uma das lesões, uma das estudantes precisou ser transferida para a capital.
O agressor foi apreendido pela Polícia Militar. Ele permanece sob internação provisória, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por até 45 dias.
A motivação do ataque ainda é investigada, mas, em entrevista ao Diario de Pernambuco, a defesa do jovem afirmou que ele seria vítima de bullying há cerca de três anos, o que teria contribuído para o episódio de violência.
Diante do ocorrido, a direção da escola reforçou, na nota, a importância da união entre famílias e instituição neste momento delicado. “Contamos com a presença de todos para que possamos, juntos, seguir em frente com serenidade e união”, diz o comunicado.