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Gerência Regional de Educação vai apurar ameaça feita por aluno um ano antes do ataque em Barreiros

Responsável pela Gerência de Educação da Mata Sul disse que não tomou conhecimento do ocorrido na época

Por Cadu Silva

PM fizeram rondas na frente da escola onde um garoto esfaqueou três colegas, nesta segunda (16), em Barreiros, na Mata Sul

 Diante da informação de que, há um ano, o responsável por esfaquear três meninas em uma escola estadual em Barreiros, nesta segunda-feira (16), o gerente regional da Secretaria Estadual de Educação na Zona da Mata Sul do estado, Danilo Santos, disse que não tomou conhecimento do fato e que a situação ainda será apurada. 

O fato de ter havido uma ameaça anterior foi repassada pelo conselheiro tutelar André Costa - que chegou a conversar com o adolescente na delegacia após o ataque.

“Estamos em fase de apuração. Não chegou nada para a gente sobre isso (alerta anterior). Chegando, claro que a gente vai fazer essa apuração, fazer essa escuta, entender o que de fato houve, quais foram as atitudes que foram tomadas no período”. , explicou Santos.

O gerente também relatou que “vai buscar as atitudes que foram tomadas no período, se foi chamado família, às instâncias superiores. Enfim, tudo vai ser apurado dentro de um princípio de legalidade”.



Assistência

O gerente ressaltou que, nesta terça-feira (17), as aulas deverão ser retomadas, mas os estudantes receberão acompanhamento. “Eles vão ser acompanhados pelo Núcleo de Assistência Psicossocial - que já teve aqui na escola. Vai vir aqui trabalhar com a turma, escutar, verificar como é que a gente pode também caminhar junto com isso”, ressaltou.

Danilo Santos também afirmou que a escola não tinha histórico de agressão. “Aqui não tem relato de agressão no ambiente escolar. Pelo contrário. A escola trabalha com a cultura de paz”.

Santos explicou que a escola é uma das unidades da SEE onde vem sendo desenvolvido o Projeto EntreLaços – voltado ao combate do bullying, “para a inserção dos estudantes no ambiente escolar com sentimento de pertencimento, respeito às diferenças e às diversidades”. Então, tudo isso é trabalhado dentro do ambiente escolar.

“É um fato isolado, mas que carece toda atenção, todo cuidado, para que não repita. Mas também cuidado porque nós estamos lidando com quatro menores de idade. Tanto o menino, como as três meninas que foram vítimas dessa situação”, avaliou o gerente.

Ele adiantou que “a partir de agora a escola vai reforçar a questão do trabalho interno, da cultura de paz e do ambiente que seja proporcional para as aprendizagens. A gente vai reforçar a segurança dentro de um parâmetro legal. Por exemplo, as abordagens de cada estudante, do coletivo, o bom dia, o acolhimento, tudo isso é dentro de uma situação legal e possível. Isso é cabível”.

“A escola conta agora com a psicóloga que foi encaminhada para cá na semana passada. Ela vai trabalhar também as questões do coletivo e do individual aqui, na questão da cultura, da promoção da cultura de paz. Então, tudo isso acontece, como eu falei. A gente ficou preocupado porque foi um fato, como eu falei, isolado. Um fato que não tem histórico aqui de violência desse tipo ou de outro tipo”.