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PF cumpre mandados contra tráfico internacional de animais silvestres em Pernambuco e outros 4 estados

No total, 34 mandados foram cumpridos em Pernambuco, Bahia, Piauí, Maranhão e Pará com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por tráfico internacional de animais silvestres

Por Diario de Pernambuco

Operação da PF cumpriu mandados contra tráfico internacional de animais silvestres

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (12), a Operação Extinção Zero, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção.

Foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão em cinco estados do Nordeste.

Além de Pernambuco, a operação cumpriu mandados na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Pará. Todos eles expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia.

A investigação teve início após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

Conforme a investigação da PF, os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES falsa.

As diligências apontam que o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores.

A organização utilizava drones, armamentos, contas bancárias interpostas e aplicativos de comunicação criptografada, além de adotar medidas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas.

Os investigados são suspeitos de integrar esquema responsável pela captura, pelo armazenamento, pela comercialização e pelo envio de ovos e de animais silvestres para o exterior, incluindo espécies de alto valor no mercado ilegal e ameaçadas de extinção.

No último ano, o grupo também teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do Programa de Reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá, na Bahia.

Durante averiguação, a PF contou com o apoio do Ibama e do Inema, responsáveis pelo encaminhamento dos animais resgatados para avaliação, para reabilitação e para posterior reintegração ao habitat natural.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de contrabando, de receptação qualificada, além de crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, e de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações.