Suplente de vereadora da Paraíba investigada por homicídios é presa em Porto de Galinhas
Polícia aponta ligação da suspeita com facções criminosas e participação em crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Uma mulher suspeita de homicídios ocorridos no interior da Paraíba e investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa foi presa na segunda-feira (9) na região de Salinas, em Porto de Galinhas. A prisão foi resultado de uma operação entre as polícias civis de Pernambuco e da Paraíba.
A investigada seria suplente de vereadora e informações extraoficiais indicam que ela integrava a facção criminosa conhecida como Okaida, que atua na Paraíba. As investigações apontam que ela teria migrado para outro grupo criminoso rival, ligado ao Comando Vermelho, o que teria motivado ameaças de morte por integrantes da organização anterior.
Segundo o delegado delegado Vitor Freitas, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (DPRN), a prisão foi resultado de um trabalho de cooperação entre as polícias dos dois estados. Ainda de acordo com a polícia, a suspeita teria buscado abrigo em Pernambuco sob proteção do grupo rival. A avaliação dos investigadores é que ela poderia passar a atuar em atividades criminosas também no estado.
“De fato aumentou muito a quantidade de homicídios na região com a participação da investigada e do grupo dela”, afirmou o delegado Vitor Freitas, titular da 2ª DPRN.
As investigações indicam ainda que a mulher teria atuado como mandante de alguns homicídios, relacionados a disputas internas do tráfico e cobranças de dívidas ligadas ao comércio de drogas. Ela também é apontada como responsável por articular e movimentar recursos obtidos com atividades ilícitas, por meio de esquemas de lavagem de dinheiro.
A polícia informou que outros integrantes do grupo criminoso, incluindo pessoas do círculo familiar da investigada, também são alvo de investigações na Paraíba e podem ser presos caso sejam localizados.
A suspeita foi detida e deve responder pelos crimes investigados pela Justiça paraibana.