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Adote uma Vovó leva aconchego e dignidade a abrigos de idosos há 22 anos

O projeto Adote uma Vovó realiza semanalmente visitas em abrigos de idosos no Grande Recife e no interior de Pernambuco, promovendo a entrega de alimentos e produtos de higiene, adquiridos por meio de doações e de vendas de panos de pratos confeccionados pela iniciativa

Por Bartô Leonel

O projeto Adote uma Vovó com 16 voluntários fixos que realizam todas as atividades do projeto.

Proporcionar dignidade e amor para idosos que vivem em abrigos no Grande Recife e em cidades do interior de Pernambuco são os princípios que norteiam o projeto Adote uma Vovó, que há 22 anos promove visitas e doações de alimentos e produtos de higiene para lares que acolhem de forma voluntária esses idosos.

O projeto iniciou após a idealizadora Gilda Santos, que atualmente tem 71 anos de idade, realizar uma visita a um abrigo de idosos no Recife e constatar a carência de materiais básicos para que houvesse uma vida mais confortável para as pessoas que ali residiam.

“No momento em que eu vi o desespero daqueles idosos, que não tinham roupa para vestir e que precisavam de cadeiras de roda e de materiais de higiene pessoal, o meu primeiro sentimento foi de revolta, pois como é que filhos, netos, sobrinhos e irmãos deixam esses idosos naquela situação”, iniciou Gilda.

“Ao chegar em casa, comecei a pensar em algo que eu poderia fazer para contribuir com aquelas pessoas, visando proporcionar uma qualidade de vida melhor para elas. E foi a partir desse dia que comecei a me sentir responsável por ajudar esses idosos por meio dessas ações que fazemos há 22 anos”, explicou.

Após essa constatação, Gilda Santos e um grupo de voluntários começaram a realizar visitas semanalmente e eventos festivos em datas como Dia das Mães, Dia dos Avós, São João e Natal. Durante essas ações, o projeto realiza encontros musicais e doação de alimentos, produtos de higiene, medicamentos e de cadeiras de rodas e de banho.

“Quando vamos para esses locais, não levamos apenas carinho e atenção, proporcionamos também um pouco de dignidade e uma vida mais humana para esses idosos, pois sabemos que o abandono dos familiares dói demais. Por isso doamos fraldas, alimentos e entre outros produtos. Procuramos ajudar sempre onde estiver precisando”, afirmou Gilda Santos, que atualmente é a coordenadora da iniciativa.

A iniciativa conta com 16 voluntários fixos que realizam todas as atividades do projeto. “Voluntários-parceiros”, médicos e cabeleireiros, também contribuem com as ações.

Questão financeira do projeto

Atualmente, o projeto se sustenta financeiramente por meio de doações feitas por amigos e pessoas que conhecem as atividades. Além disso, a iniciativa também produz e vende panos de pratos em feiras e bazares, no qual todo o dinheiro arrecadado é revertido para as ações.

Porém, segundo Gilda Santos, participar de algumas feiras se torna algo inviável para o projeto, diante do custo da confecção dos panos e do que é arrecadado com as vendas.

Apesar das dificuldades, os voluntários mantêm vivo o sonho de promover um envelhecimento digno aos idosos que vivem nos abrigos.

“Todos nós sentimos privilegiados em conseguir proporcionar a esses idosos uma manhã, uma tarde e um momento de alegria. Tenho 71 anos e agradeço todos os dias a Deus por me dar a oportunidade de ajudar. Envelhecer com dignidade é mais quê um privilégio, é um direito de todos nós”, ressaltou Gilda Santos.