Técnico do Samu usa experiência como chaveiro para resgatar criança presa em carro em Gravatá
Menina de 2 anos foi retirada do veículo em segurança após ação da equipe de socorro neste domingo (8)
Uma criança de aproximadamente dois anos foi resgatada após ficar trancada dentro de um carro, na manhã deste domingo (8), em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. O salvamento foi realizado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que contou com a experiência de um dos profissionais que também atua como chaveiro na cidade.
De acordo com o técnico de enfermagem do Samu, Ezequiel Pedrosa, a mãe da menina procurou ajuda diretamente na base da equipe após perceber que a filha havia ficado presa dentro do veículo com as chaves.
Segundo ele, a equipe havia acabado de retornar à base quando foi acionada pela mulher. “Ela chegou pedindo ajuda porque a filha tinha ficado trancada dentro do carro. Como também sou chaveiro, pedi autorização ao enfermeiro para ir buscar as ferramentas no meu estabelecimento e tentar abrir o veículo”, relatou.
Abertura do veículo
Para realizar o resgate, Ezequiel utilizou ferramentas próprias do trabalho de chaveiro. Com uma cunha adaptada com esfigmomanômetro, equipamento usado para aferir pressão arterial, ele conseguiu criar uma pequena abertura na porta do carro.
Em seguida, utilizou uma barra metálica para alcançar o mecanismo interno e destravar o veículo, evitando a necessidade de quebrar o vidro. Após a abertura da porta, a criança foi retirada do carro com segurança pela equipe.
Logo após o resgate, os profissionais do Samu avaliaram o estado de saúde da menina. Segundo o técnico de enfermagem, a criança estava apenas suada e nervosa, mas não apresentava sinais de complicações.
Os sinais vitais foram verificados no local e, como não havia indícios de problemas de saúde, a menina não precisou ser encaminhada para uma unidade hospitalar.
Ezequiel destacou que a experiência como chaveiro, profissão que exerce há cerca de 13 anos, foi fundamental para resolver a situação rapidamente. “Cada paciente que a gente atende é como se fosse alguém da nossa família. A sensação foi como se fosse meu próprio filho. Como eu já tinha as ferramentas e a experiência, não podia me negar a ajudar. Entrei no Samu há cerca de oito meses e, às vezes, uma profissão acaba ajudando a outra”, afirmou.
A ação mobilizou a equipe da base do Samu da cidade, que deu suporte durante o atendimento até que a criança fosse entregue em segurança à mãe.