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Quatro adolescentes do Recife são resgatadas de casa de prostituição no Rio Grande do Norte

As quatro adolescentes foram resgatadas nesta terça-feira (24), em uma casa de prostituição localizada no município de São Rafael, interior do Rio Grande do Norte

Por Mareu Araújo

Delegado titular do Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Paulo Furtado

Quatro adolescentes, submetidas à exploração sexual, foram resgatadas, em operação conjunta da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) e do Rio Grande do Norte (PCRN), nesta terça-feira (24). As meninas, que têm entre 15 e 17 anos, foram encontradas em uma casa de prostituição no município de São Rafael, no estado potiguar.

Durante a Operação Anjos do Sol, a polícia prendeu em flagrante uma mulher, de 27 anos, apontada como dona do estabelecimento. A mulher é acusada pela corporação de aliciar as meninas com promessas de trabalho como modelo e marketing digital e ganhos financeiros.

Segundo o delegado Paulo Furtado, gestor do Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), as meninas foram encontradas em um ambiente insalubre e “havia informações de que elas estavam, praticamente, sendo exploradas sexualmente quase todos os dias”.

As adolescentes são naturais de Pernambuco e moradoras da Região Metropolitana do Recife. De acordo com Furtado, o aliciamento teria ocorrido na capital. A proprietária do local foi autuada em flagrante pelo crime de exploração sexual de menores e por manter casa de prostituição.

Como foi

De acordo com o delegado, o DPCA recebeu a denúncia, na segunda-feira (23), de que uma jovem de 15 anos estava desaparecida “há um certo tempo”. Segundo o policial, foi a mãe da garota quem informou que a menina estava no Rio Grande do Norte em uma casa que poderia ser de prostituição.

Com essas informações, relata Furtado, as diligências foram iniciadas e foi feito contato com a corporação potiguar. “Já tínhamos informações precisas de que existia um prostíbulo em determinada região daquela cidade [São Rafael] e iniciamos a abordagem onde encontramos outras três adolescentes além da jovem que foi dada como desaparecida, mas que, na realidade, foi cooptada”, afirma.

Segundo Furtado, a proprietária do estabelecimento ficava com um percentual alto dos programas que eram realizados pelas meninas. “As menores, com aquela proposta de que iriam ganhar muito dinheiro, não veem isso acontecer; elas acham que mais para frente vão ganhar, e vão ficando, e vão sendo exploradas sexualmente”, conta.

As meninas serão submetidas a um depoimento especial, realizado uma única vez com acompanhamento judicial, que deverá ser feito no Rio Grande do Norte, onde tramita todo o processo.

Para a Operação Anjos do Sol foram mobilizados oito policiais civis do Rio Grande do Norte.