Carnaval 2026: delegada orienta foliões para evitar golpes e furtos
Estar atento a pequenos detalhes permite que foliões não percam dinheiro e itens pessoais
A agitação nas ruas e a aglomeração de pessoas promovidas pelo carnaval fazem da festa o cenário ideal para a ação de criminosos. Por isso, o folião precisa redobrar a atenção para garantir que a diversão não termine em prejuízo.
Em conversa com o Diario de Pernambuco, a delegada-adjunta de Repressão ao Estelionato da Polícia Civil, Lígia Cardoso, dá orientações fundamentais sobre como se prevenir de furtos e golpes financeiros durante o carnaval.
Na hora de se arrumar para um bloco, por exemplo, ela recomenda evitar itens que possam chamar a atenção de criminosos. “Por mais que a peça pareça uma jóia, mas não é, o bandido não sabe. A pessoa vai perder o bem material e vai passar por um aperreio de qualquer forma. Porque quando se tem um bem roubado ou furtado, é um trauma de qualquer forma”, comenta. Além disso, “o próprio telefone já é um chamariz para bandidos. Então, tenha cuidado na forma com que você leva seus itens, procure não deixá-los tão visíveis e os mantenha próximos a seu corpo”, recomenda.
Embora pagamentos via Pix facilitem no dia-a-dia, durante a folia precisam de mais vigilância. De acordo com a delegada, ao realizar um Pix, é importante conferir o destinatário antes de confirmar a operação. “Depois é complicado para você reaver nesse tipo de situação em que você pagou para a pessoa errada”, alerta Lígia.
Caso o pagamento seja via QR Code, a orientação é validar se o valor registrado no código corresponde exatamente ao que foi consumido. “Como essa é uma situação que envolve bebidas alcoólicas e as pessoas estão envolvidas no momento e mais agoniadas para poder terminar logo aquela compra, é preciso redobrar o cuidado na hora de realizar essas transações”, continua.
Para quem prefere o cartão, a delegada pontua que o primeiro passo antes de inserir ou aproximar o cartão de crédito, é observar a integridade da maquineta. Segundo Lígia, o folião deve analisar se a tela não está quebrada ou possui defeitos que ocultem o valor e se a senha está sendo digitada na área correta e não em um local que fique visível para o vendedor.
Ela também recomenda ativar as notificações do aplicativo do banco. “Quando você tiver acesso ao telefone, em um ambiente com mais calma e puder olhar as notificações, se houver alguma compra que você não reconhece, poderá contestar junto a seu banco”, pontua.
Por fim, para quem ainda opta pelo dinheiro em espécie, a delegada orienta o uso de notas menores e trocadas. A medida evita transtornos como a falta de troco ou situações em que o vendedor se retira para buscar valores menores e não retorna ao local.
A delegada ressalta, também, a importância dos foliões cadastrarem seus aparelhos no Alerta Celular, da Secretaria de Defesa Social (SDS). Segundo Lígia, o programa utiliza o número IMEI (número de série do aparelho), registrado pelo dono do celular no site da SDS. Para descobri-lo, basta digitar ‘*#06#’ no teclado do celular. “Com o telefone cadastrado, se as forças policiais prenderem alguém com aparelhos furtados, eles consultam a lista e conseguem restituir o bem à vítima”, explica.