Cidade do Grande Recife proíbe uso de máscaras no Carnaval 2026
A proibição do uso de máscara durante o Carnaval 2026 de Araçoiaba, no Grande Recife, segue uma Lei Municipal de 1998, que tem como objetivo de garantir a segurança, ordem pública e tranquilidade de foliões, moradores e visitantes
O uso de máscaras durante o Carnaval 2026 de Araçoiaba, no Grande Recife, será proibido durante as folias nas ruas, praças e locais de festa da cidade. A medida, divulgada nas redes sociais do município nesta terça-feira (03), segue a Lei Municipal de 1998 que tem como principal objetivo de “garantir a segurança, a ordem pública e a tranquilidade de foliões, moradores e visitantes”.
Além das máscaras, está proibido no município o uso de pinturas faciais que cubram todo o rosto, capuzes e capacetes durante as festividades de Carnaval e qualquer outro objeto que dificulte a identificação da pessoa.
Segundo a Prefeitura de Araçoiaba, está permitido o uso de fantasias desde que não impossibilitem a identificação.
Ainda conforme a gestão municipal, a identificação das pessoas ajuda as forças de segurança a agir de forma preventiva, evitando confusões, crimes e situações de risco durante as festividades.
A Prefeitura de Araçoiaba também informou que a Polícia Militar e Civil de Pernambuco, além da guarda municipal, poderão abordar pessoas com o rosto coberto, solicitando a retirada do objeto. Em casos de recusa, o item pode ser apreendido e a pessoa encaminhada para identificação.
Organizadores de blocos, bailes e eventos também devem impedir a entrada ou permanência de pessoas com o rosto totalmente coberto.
A proibição contraria muitas manifestações culturais do carnaval pernambucano, como a La Ursa, os Papangus de Bezerros, os Caiporas de Pesqueira e os Caretas de Triunfo.
O que diz a lei?
O texto original da Lei Municipal de Araçoiaba n° 33/98 dispõe que “fica permanentemente proibido no Município de Araçoiaba, o uso de máscaras como fantasia carnavalesca a toda e qualquer pessoa que assim queira se fantasiar.”
Ainda conforme o texto da época, a proibição não será aplicada aos integrantes de Blocos Carnavalesco de qualquer espécie, desde que todos que façam o uso das máscaras sejam cadastrados e identificados por uma secretaria do município.
Com relação aos “carnavalescos estranhos” da cidade, a lei prevê que antes de usar a máscara, o folião terá que ser identificado por uma secretaria municipal para que seja feita uma descrição normativa da característica da máscara, além de informar dados da Carteira de Identidade.