Educação em foco: Interesse por graduação no exterior cresce e escolas ampliam apoio
Com o auxílio do Departamento Institucional, dois alunos do Colégio GGE foram recentemente aprovados na École Polytechnique da França
Um levantamento realizado pelo Salão do Estudante, a maior feira de estudos no exterior do Brasil, mostra que o número de estudantes investindo em estudar fora do país vem aumentando cada vez mais.
Apesar de ser o sonho de muitos jovens, a preparação para encarar uma nova cultura, em um país diferente, com todos os obstáculos e privilégios que essa mudança traz, pode ser bastante desafiadora, principalmente se feita sem ajuda.
Buscando atender a essa crescente demanda, escolas da rede privada vem dedicando mais esforços para preparar os seus estudantes. Uma etapa importante para aqueles que desejam ter uma experiência acadêmica no exterior é compreender que o processo de acesso às universidades internacionais é bastante diferente do presente no Brasil.
“Aqui, o seu acesso à universidade depende basicamente de uma prova. Já lá fora, depende do seu histórico escolar. Às vezes eles analisam a partir do 9º ano do ensino fundamental. Então, existem algumas coisas que as pessoas nem imaginam que importam para o processo”, explica o gestor do Departamento Internacional do Colégio GGE, Charles Hodges.
O trabalho não se resume a enviar a candidatura para as universidades. Ele envolve uma operação baseada em muita pesquisa para entender o funcionamento do processo seletivo de cada instituição e identificar aquela que mais combina com o perfil do estudante, levando em conta seus interesses e sua história de vida.
“No GGE, temos o Programa Graduação no Exterior, no qual preparamos os alunos que desejam explorar o universo do ensino superior internacional ou as melhores universidades de Pernambuco e do Brasil“, explica Hodges.
Recentemente, dois alunos do colégio celebraram a sua aprovação na École Polytechnique, a mais antiga escola de engenharia, ciências e tecnologia da França. Vinicius Pimentel Nunes Portella de Macedo e João Pedro Bandeira Lemos foram ambos aprovados no Bachelor of Science (Bacharelado em Ciências), com o auxílio do Departamento Internacional do GGE.
O processo de aplicação, segundo Vinícius, consistiu em duas fases e afirma que, com o novo departamento, recebeu apoio para lidar com as questões mais complicadas da aplicação, como a formulação do boletim escolar em inglês seguindo os padrões necessários, tradução das cartas de recomendação e ajuda com as redações.
“Na fase inicial da aplicação, eu tive que mandar textos respondendo algumas perguntas: Quais eram os meus interesses e minhas atividades extracurriculares, o porquê eu queria estudar na École Polytechnique, qual a minha relação com ciência e matemática, entre outras. Também precisei enviar cartas de recomendação de dois professores e o meu boletim dos últimos quatro anos de escola. Já na segunda fase, eu tive que fazer uma entrevista onde tive que explicar um pouco mais sobre mim e resolver alguns problemas de matemática”, explica Portella.
E essa não foi a única universidade que o jovem aplicou. Agora, ele aguarda o retorno de outras 17 instituições para, então, decidir em qual delas deseja traçar o seu caminho no ensino superior.
Programa Graduação no Exterior
No GGE, o programa é dividido em três etapas, o Pre-counseling, o Test prep. e o Academic counseling. Os alunos do 9º do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio começam no Pre-counseling com encontros quinzenais em inglês abordando como pesquisar quais universidades internacionais aplicar, como se preparar para o processo de cada uma, o que precisa ser feito para que tenha maiores oportunidades e diversos outros aspectos da educação superior internacional.
Já no 2º ano do ensino médio, inicia o Test prep, ou seja, a fase de preparação para as provas necessárias, como o SAT (Scholastic Assessment Test), o ACT (American College Testing) e provas de proficiência em inglês, como o TOEFL e o Dual Language English Test. Somente no 3º ano do ensino médio, os alunos passam a aplicar para as universidades desejadas e, muitas vezes, o processo continua mesmo após o término do ensino médio.