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Metade da população diabética sofre com a neuropatia

Os sintomas podem ser tratados e incluem fraqueza muscular, formigamento, queimação e dormência nos membros

Por Luíza Cabral Saraiva - Estúdio DP

"O excesso de açúcar no sangue leva a inflamação crônica, degeneração nervosa e isquemia neural", afirma Nathan Lacerda, anestesiologista do Hospital Jayme da Fonte

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 20 milhões de pessoas vivem com a diabetes no país, das quais cerca de 50% sofrem com a neuropatia distal simétrica, uma complicação da exposição prolongada à hiperglicemia. Essa condição afeta principalmente os nervos periféricos, causando alterações sensoriais e motoras nas mãos e nos pés.

O médico anestesiologista do Hospital Jayme da Fonte, Nathan Lacerda, explica como a doença mexe com o funcionamento dos nervos. “O excesso de açúcar no sangue altera diversos processos e sobrecarrega a metabolização da glicose. Se não for monitorada por longos períodos de tempo, leva a inflamação crônica, degeneração nervosa e isquemia neural, inicialmente, nas fibras mais longas do corpo, como as dos pés”, afirma.

Entre os principais sintomas da neuropatia estão a fraqueza muscular, formigamento, queimação e dormência nos pés ou mãos, dependendo do nervo acometido, cãibras e pontadas. Outros tipos de neuropatia, como a autonômica, focal e proximal também podem afetar o funcionamento básico do coração, bexiga, estômago e órgãos sexuais, acarretando arritmias cardíacas, alteração da pressão arterial, náuseas, diarreia, disfunção urinária e disfunção sexual.

Diversos tratamentos para a neuropatia diabética vêm se consolidando ao reduzir as queixas de queimação e formigamento. O procedimento de bloqueio da cadeia simpática, por exemplo, envolve a aplicação de anestésico local próximo aos nervos localizados ao lado da coluna vertebral, aliviando a dor, melhorando a circulação e reduzindo a inflamação nos membros acometidos.

“Em casos de dores persistentes, também há alternativas cirúrgicas, como a implantação de neuroestimulador medular. Esse dispositivo funciona como um “marca-passo da dor”, enviando impulsos elétricos à medula e alterando os sinais de dor antes deles seguirem para o cérebro”, explica o especialista.

Embora, o melhor tratamento ainda seja a prevenção. É através do controle adequado dos níveis de glicose e da pressão arterial em pessoas com diagnóstico de diabetes, atividade física regular e dietas são as melhores maneiras de evitar essa a neuropatia diabética.

O Hospital Jayme da Fonte é referência na saúde pernambucana e conta com uma equipe multiprofissional especializada em diversas áreas. A unidade também possui um centro de diagnóstico por imagem, urgência e emergência 24h, consultas ambulatoriais.